Em 12 meses, houve retração de vagas
Analisando o nível de emprego da construção civil no Paraná entre setembro de 2001 e setembro de 2002, houve desempenho negativo de 0,44%, com o fechamento de 300 vagas. Mas o setor está empregando mais neste ano, principalmente no segundo semestre.
Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, entre janeiro e setembro deste ano o resultado é positivo. O setor contratou 3,49% a mais do que no mesmo período do ano passado. Foram criadas 2,1 mil novas vagas no Estado. O fenômeno ocorreu com mais força especialmente nos últimos meses, com um início de aquecimento da atividade.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Paraná tinha 131.558 mil trabalhadores no setor em 2001. Em 1999, esse número era bem maior 142 mil pessoas. Equivale dizer que houve queda de 7,7% no nível de emprego nesse período de dois anos. Estima-se que mais da metade (55%) dos trabalhadores na construção civil atuem hoje no mercado informal, sem registro em carteira e direitos trabalhistas.
Para o presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção e do Imobiliário do Paraná (Fetraconspar), Geraldo Ramthun, os números do segundo semestre mostram que o setor vem em processo de aquecimento. ''O mercado melhorou, já que as pessoas resolveram tirar dinheiro do banco e investir no mercado imobiliário. Houve uma corrida por imóveis'', avalia.
Para ele, os construtores exageram quando reclamam dos problemas no setor. Ramthun disse que é normal ocorrer aumento do preço dos imóveis agora, por causa da pressão cambial. ''Mas o que se pensa é, se o dólar baixar, essa queda será repassada ao imóvel, acompanhando o mercado cambial?'', questiona.





