Eleitores anestesiados
Em termos políticos, um eleitor anestesiado é um sujeito indolente, apático, indiferente, alheio. Mas será que existem mesmo eleitores assim? De fato existem sim os totalmente alheios ao mundo político. Há também os anestesiados inocentes ou ingênuos, que embora conhecedores da idoneidade de candidatos, dão pouca relevância, pois pensam que assuntos assim não fazem a menor diferença em suas vidas. E, o pior de todos, os pseudos anestesiados, os interesseiros. Sabem da vida pregressa dos seus escolhidos, mas por participarem de alguma forma - diretamente ou não - da mesa onde comem juntos, deixam todos os princípios pra trás. É dever de quem tenha imparcialidade e pressa pela melhora de nossa sociedade, despertar esses eleitores anestesiados, chamando-os, pelo menos para que atentem quanto à realidade dos acontecimentos, passados, presentes e que vão continuar com toda certeza no futuro se não acordarem.
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) - Londrina

Custo dos políticos
Um dos parlamentos mais caros do mundo, e um dos que menos trabalha, é o Congresso Nacional brasileiro. Nossos deputados federais e senadores custarão ao contribuinte espantosos 10 bilhões e 400 milhões de reais, em 2019. Isso significa que essas casas legislativas consumirão 1 milhão, duzentos e três mil reais por hora (considerando as 24 horas do dia). Entre efetivos, comissionados e terceirizados, o Congresso possui 28.762 servidores para atender 594 parlamentares. Números absurdamente irresponsáveis para um país mergulhado em constantes crises econômico-financeiras, onde a desigualdade social é cruel e o retorno em benefícios dos impostos pagos é vergonhosamente afrontoso. É necessário cortar na própria carne; uma auto moralização desse sistema. Por isso é importante nesse pleito eleitoral romper o círculo vicioso da reeleição de parlamentares que mantêm esse verdadeiro insulto aos brasileiros.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina

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