Agora que os candidatos a prefeito, em Londrina, estão definidos, já é hora de o eleitorado começar a fazer suas avaliações, pois só um deles não é político e não é conhecido. Os demais são nomes de ''domínio público'' e deles se conhece a obra e a ideologia. Nenhuma renovação aconteceu desde a eleição anterior, então se sabe que os discursos serão os mesmos. De dois deles conhece-se também a forma de administrar um foi prefeito três vezes e o outro termina este ano o mandato.
Antonio Belinati, hoje no PSL, foi cassado e preso, no final de seu terceiro mandato, e responde a processos por denúncia de corrupção, envolvendo somas elevadíssimas e um vasto corolário de nomes daquela gestão. Mas o fato parece não importar ao seu eleitorado cativo, o da classe média/baixa, que lhe consagra preferência na pesquisa eleitoral realizada desde que sua candidatura foi cogitada.
O prefeito Nedson Micheleti, do PT e concorrente à reeleição, verá sua administração passar pelo crivo do julgamento popular, e tem apenas três meses, até o pleito, para melhorar sua avaliação diante do eleitorado através de obras e serviços. Sua cotação na pesquisa não lhe é muito favorecedora e seu desempenho não chega a ponto de ele ser erguido nos braços do povo, embora sua administração tenha passado ilesa de eventuais acusações quanto à probidade.
Luiz Carlos Hauly (PSDB) já concorreu duas vezes anteriores ao cargo, tendo perdido uma vez para Belinati, e na seguinte a que elegeu Nedson não chegou ao segundo turno, embora fosse o franco favorito em todas as pesquisas. Elza Correia (PMDB) foi a vereadora mais votada na última eleição e, antes de encerrar o mandato, elegeu-se deputada estadual. É a primeira candidata mulher à Prefeitura de Londrina. Homero Barbosa Neto (PDT) concorreu no pleito passado e chegou ao segundo turno, perdendo para o atual prefeito. Alex Canziani (PTB) foi vice-prefeito na terceira administração de Belinati e não assumiu na vacância porque já era deputado federal. Felix Ribeiro (PMN) é vereador. E Naudemar Nascimento (PV) nunca exerceu função pública e é nome desconhecido da massa eleitoral.
Os vices, pela ordem, são Carlos Bordin, Edson Kishima, Eder Pimenta, Leonilso Jaqueta, Francisco Galli, Maria Inês Domingues de Oliveira, Alvaro Amorim Brochado e Lázaro Gorini, e destes o eleitorado só conhece Bordin e Jaqueta (ambos vereadores) e Franscico Galli (ex-presidente da Sociedade Rural do Paraná).
Os nomes estão lançados e não apresentam surpresas, nem se podendo afirmar que há favoritos absolutos, não obstante os números da pesquisa. O que importa agora é ficar atento às suas propostas de governo e avaliar quais serão viáveis e quais apenas promessas eleitoreiras.

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