Eleições, resultados e expectativas
O resultado das eleições acabou por ratificar a simpatia dos paranaenses pelo PSDB. O governador Beto Richa foi reeleito com 55,67% dos votos válidos. Ao angariar pouco mais de 3,3 milhões de votos, o candidato confirma o favoritismo registrado pelas pesquisas de opinião. Interessante lembrar que, mesmo enfrentando uma grave crise financeira durante o seu mandato, Richa obteve mais votos nesse pleito. Em 2010 ele também havia vencido no primeiro turno com 52,44% dos votos válidos.
A partir da expressiva votação no Estado, espera-se que o governador retribua a confiança do eleitorado. Se a crise financeira e a "briga" com a senadora Gleisi Hoffmann (PT), sua adversária no pleito estadual, teriam contribuído para agravar a situação econômica do Paraná, agora depois da liberação dos empréstimos a expectativa é de atendimento às demandas da população e de cumprimento do programa de governo.
Já nas eleições para presidente, o tucano Aécio Neves também venceu o pleito no Estado: 49% contra 32% da presidente Dilma Rousseff (PT) e 14% de Marina Silva (PSB). Já em Londrina, a vitória foi esmagadora: 61% para Aécio, contra 17% de Marina e 15% de Dilma. Para o governo, Richa obteve 79,04% dos votos válidos contra 11,69% de Roberto Requião (PMDB) e 6,88% de Gleisi Hoffman (PT). Os índices reforçam o comportamento do londrinense anti-PT. Apesar de ter tido Nedson Micheleti à frente da prefeitura por dois mandatos consecutivos, historicamente o partido tem tido desempenho pífio no município.
No entanto, talvez a maior surpresa dessas eleições foi a votação do mineiro Aécio Neves. Depois de amargar o terceiro lugar e registrar 20 pontos a menos do que Marina Silva, o tucano conseguiu "virar o jogo" e atingiu 33,76% das intenções. Dilma ficou com 41,41% e Marina 21,27%. A votação nacional para presidente pode indicar que os eleitores querem mudanças.
Nos últimos anos, um presidente candidato à reeleição nunca obteve índice tão próximo ao segundo colocado. Feito exclusivo de Aécio? Rejeição à presidente Dilma? Por enquanto é prematuro responder. Talvez, uma das poucas afirmações que podem ser feitas é que os "ventos da mudança", que começaram a ser soprados em meados do ano passado com as manifestações populares, podem ganhar força ou definitivamente transformarem-se em uma leve brisa.





