Eleições, reformas e futuro
Mais de 141 milhões de brasileiros voltarão às urnas amanhã para escolher o futuro presidente da República. Aécio Neves (PSDB) ou Dilma Rousseff (PT)? Qual dos dois sairá vitorioso ao final da noite de domingo? Em uma das eleições mais disputadas dos últimos anos, é importante ponderar sobre políticas econômicas, sociais e sobre um planejamento para o País. Que Brasil queremos construir?
Importante ressaltar que o eleitorado não pode ser dividido entre "ricos" e "pobres", Nordeste x Sul. São questões muito mais importantes e resumir uma eleição presidencial a esses temas parece simplista demais. Além disso, nenhum brasileiro pode discordar de políticas que tiraram milhares de pessoas da miséria, embora precisam ser feitos urgentes ajustes; ninguém pode concordar ou disseminar o preconceito, seja pela raça, pelo sotaque ou condição social.
No entanto, o País passa por um momento difícil. É preciso retomar o caminho do crescimento. A infraestrutura logística, fator indispensável que contribui para o desenvolvimento, continua extremamente deficitária. Recente estudo divulgado pela Confederação Nacional do Transporte aponta que apenas 12% das rodovias do País são pavimentadas. É um absurdo para um País que transporta a maioria da sua produção por caminhões. Essa situação eleva o custo do frete e impacta diretamente no preço dos alimentos e de produtos em geral.
Além disso, o setor produtivo continua sendo bastante penalizado e precisa de reformas que há anos são postergadas. A alta carga tributária, de encargos previdenciários e trabalhistas tem se tornado um pesado fardo para as empresas independentemente do ramo de atuação. É responsável direta pelo mau desempenho da economia e pela série de indicadores negativos acumulados ao longo dos últimos anos.
Outro ponto é o pouco retorno da arrecadação aos brasileiros. Saúde e educação que, inclusive, são garantias constitucionais, são de baixíssima qualidade. E o pior: não há evolução. Pelo contrário. O desempenho dos alunos no Índice de Desempenho da Educação Básica caiu neste ano. O atendimento à saúde também precisa de reformas estruturais.
Importante que os eleitores tenham em mente que o caminho do desenvolvimento sustentável só pode ser encontrado por meio dessas reformas, com muito planejamento e, principalmente, sem corrupção. No ano passado, milhares de brasileiros foram às ruas clamar por mudanças. O momento chegou.





