Obama X McCain
A escolha do presidente da nação economicamente mais poderosa do planeta acontece na próxima terça. E já gera a pergunta em todos nós: como se dá o processo eleitoral americano?
De forma concisa, o processo se inicia com a escolha dos candidatos dentro dos partidos, o qual se iniciou em 3 de janeiro. A busca de votos resultou em campanhas milionárias. Os estados possuem um número de representantes no colégio eleitoral proporcional à população.
Dessa forma, quanto maior a população do Estado, maior será o peso na contagem de votos a favor do candidato. Porém, o colégio eleitoral dá o voto
decisivo, sendo eles os representantes do estado, na escolha do candidato.
Esse mesmo colégio eleitoral define o presidente americano com a margem
mínima de 270 votos, dentre os 538 representantes do colégio eleitoral. Fato importante se faz notar, dentre os 50 estados americanos, a representatividade dos estados varia em relação aos seus representantes.
Exemplifico: estados como Montana, Alaska, Delaware, Dakota do Sul,
Vermont, Washington D.C., Wyoming, têm apenas três representantes cada,
enquanto que estados como Texas contam com 34 representantes, Ohio, com bom
número, tem 20, Michigan tem 10, Nevada apenas cinco, o estado da Califórnia
chaga a ter 55, sendo o de maior representatividade.
Na queda de braço republicanos versus democratas, devemos estar atentos e não poderíamos nos isentar desse cenário mega-político, pois as transações políticas e o mercado mundial são norteados pela política cambial americana.
Preparemo-nos para o que há de vir após essas eleições: alguns analistas acreditam que, para o Brasil, McCain seria a melhor opção, pois defende a entrada do Brasil no G8 e se diz favorável à importação do etanol brasileiro. Por outro lado, Obama é carismático, mas defende que a Amazônia não pertence somente a nós brasileiros e não demonstra boa vontade em derrubar os subsídios agrícolas que adubam suas plantações. A parada é dura e o momento é de fazermos nossas apostas.

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