ELEIÇÕES MUNICIPAIS - 'Londrina só precisa de um bom gerente'
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 25 de março de 2009
Paula Costa Bonini<br>Reportagem Local 
A aproximação do inédito ''terceiro turno'', exige um posicionamento do eleitor londrinense que, mais uma vez, irá às urnas para decidir quem vai administrar a cidade nos próximos 43 meses. Além de eleger o prefeito, o eleitorado, consequentemente, vai determinar quem será o novo vice-prefeito.
De acordo com a legislação, o vice, cujo salário é de R$ 5.199,48, não é obrigado a assumir uma função específica durante o mandato. A principal atribuição do cargo é substituir o prefeito em situações de licença e de impedimento.
A FOLHA, dando sequência às entrevistas com os vices dos candidatos à Prefeitura de Londrina, publica a conversa que teve com Celso Marconi (DEM), vice de Luiz Carlos Hauly (PSDB). Vale lembrar que o critério de publicação foi ordem alfabética dos cabeças da chapa.
Nascido em Itápolis (SP), Marconi afirma ser londrinense por adoção. ''Vim para Londrina aos cinco anos de idade.'' Casado, pai de três filhas e avô de dois netos, ele começou a trabalhar aos onze anos. Marconi se intitula um ''menino pobre e vencedor, que é muito exigente consigo mesmo''.
Há 42 anos integra a diretoria da Sociedade Rural do Paraná. ''Trabalho com pecuária. Sempre fui do meio rural e trabalhei com gado Nelore'', fala, acrescentando que conhece as estradas rurais da região como a ''palma da mão''.
Sobre sua experiência política, ele afirma: ''sou democrata, mas nunca militei''. Marconi lembra que em 1990 foi convidado para ser deputado estadual, mas não aceitou por causa da sua família e de seu emprego. ''Nunca fui da política'', diz, ressaltando que não precisaria, pois tem uma pequena propriedade, carro, apartamento e as filhas criadas e formadas. ''Represento uma gama de pessoas que se afastaram da política de Londrina e hoje pagam um preço muito caro'', coloca.
Nos últimos governos os vices não assumiram funções específicas. Se eleito, o senhor pretende assumir alguma secretaria ou tem algum projeto para implantar?
Eu não vou assumir nenhuma secretaria. Vou participar em todos os setores sem ter um cargo específico. Vou acompanhar do pequeno ao grande problema. Tenho uma visão muito ampla de qualquer problema. Eu me preparei, estou estudando. Quando não sei alguma coisa procuro as melhores pessoas para me orientar.
Como está trabalhando para angariar votos durante a campanha?
Dentro da minha simplicidade eu tenho sido muito feliz. Quando as pessoas conversam comigo e olham no meus olhos, elas enxergam sinceridade. Eu não tenho estigma de político, sou um homem simples, vencedor, reconhecido, respeitado e respeitador. São essas coisas que me fazem achar que eu posso contribuir com o Hauly. Pelo meu caráter, pelo meu passado lindo. Tenho uma história de menino pobre vencedor.
Na sua opinião, o vice consegue influenciar a decisão do eleitor?
Com certeza. O vice do Hauly é um cara legal. Eu fui de casa em casa, de bairro em bairro. Tem um detalhe, na minha sala não terá porta. Como sou gente do povo, menino sofrido que venceu, não vou precisar nem de secretária nem de porta no meu gabinete. Vou atender qualquer pessoa. Do mais humilde ao maior empresário.
Para o senhor, qual é a função de um vice-prefeito?
Eu não sei para que serve um vice, mas o vice do Hauly vai servir para muita coisa. Primeiro eu vou ser um consultor e participar das decisões. Vou ser atuante. Quero participar de todos os projetos de elaboração do Hauly. O Hauly está pronto, é uma pessoa que tem experiência. Ele tem 36 anos de vida pública e não tem uma ''mancha''. Provou que sabe, que é capaz. Londrina só precisa de um bom gerente.
É a primeira vez que acontece um ''terceiro turno'' no país. Como avalia essa situação inédita em Londrina?
É uma situação constrangedora e única. Londrina vai entrar na história da política nacional como a única cidade que teve ''terceiro turno''. É um jogo de futebol com três tempos. Não existe. O eleitor está indignado. O eleitor do Belinati foi enganado e esse eleitor ama Londrina. Ele deve votar na melhor proposta. A Prefeitura de Londrina não pode ser um laboratório de experiência. O Hauly não é famoso porque é rico ou porque tem uma cara bonita. É porque ele é competente. Esse ''terceiro turno'' não é bom para ninguém. Londrina deveria estar em outro ritmo.


