Eleições e mercado financeiro
A proximidade das eleições e a ascensão da presidente Dilma Rousseff (PT) nas intenções de voto têm provocado instabilidade no mercado financeiro. O Ibovespa, principal índice do mercado acionário, fechou o dia de ontem com queda de 4,52% - o menor patamar desde 10 de julho deste ano. Além disso, foi a maior desvalorização percentual diária do Ibovespa desde 22 de setembro de 2011. A cotação do dólar também subiu e chegou a R$ 2,446 maior patamar desde dezembro de 2008.
O "nervosismo" é explicado pela divulgação de pesquisas que apontam para a alta da atual presidente. Ontem à tarde, mais um levantamento (CNT/MDA) mostrou a atual presidente ainda mais distante da segunda colocada, Marina Silva (PSB). Dilma tem 40,4% das intenções de voto no primeiro turno, contra 25,2% da ex-ministra do Meio Ambiente, enquanto Aécio Neves (PSDB) tem 19,8%.
Os números do mercado financeiro demonstram o pessimismo dos investidores com a economia. A política econômica adotada por este governo dá sinais de arrefecimento e o pior não há indicativos de melhora. Pelo contrário, com inflação em alta e preços controlados represados como os dos combustíveis e da tarifa de energia elétrica , a tendência é de um 2015 difícil. E esse é um cenário apenas nacional, uma vez que projeções do próprio Banco Central apontam que a economia mundial crescerá a índices superiores à brasileira neste ano.
Para citar outros indicadores, a dívida pública aumentou, a meta do superavit primário não foi atingida e o deficit nominal aumentou. Portanto, provavelmente a conta chegará em algum momento. Se o Partido dos Trabalhadores levará o mérito da ampliação dos programas sociais de distribuição de renda e da queda da desigualdade no País, também corre-se o risco de piorar significativamente a economia, o que afeta diretamente a todos: trabalhadores e empresários. O futuro do País está em xeque.





