Eleições, análise e candidatos
Mais de 1,2 mil administradores públicos tiveram suas contas dos últimos oito anos reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado. A listagem com os nomes dos agentes foi divulgada ontem e é utilizada pela Justiça Eleitoral como um dos critérios para impugnação de candidaturas. Os processos que envolvem os citados já estão transitado em julgado, o que significa que estão esgotadas as possibilidades de recurso.
No ranking de registros de irregularidades por município, Curitiba aparece em primeiro lugar, com 91 anotações. Londrina ocupa o terceiro lugar com 34, atrás de Umuarama, com 57. Também importante afirmar que na lista estão prefeitos, presidentes de Câmara de Vereadores e de entidades beneficentes, secretários, entre outros. Significa que pessoas eleitas pela população ou que foram indicadas pelos administradores para gerir uma pasta e definir trabalhos importantes para a comunidade não souberam lidar bem com a coisa pública, seja por falta de capacidade técnica ou por má-fé.
Em quatro meses o Brasil elegerá presidente da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Importante que os eleitores decidam seus votos levando em conta as propostas, mas também o passado dos candidatos. Se fosse feita uma análise minuciosa da vida dos postulantes, de suas propostas e de seus atos certamente não seriam registrados tantos escândalos de corrupção Brasil afora.
Também importante afirmar que a sociedade deveria pressionar para que órgãos de controle adotassem mais celeridade em suas ações e que listas de possíveis inelegíveis ou de gestores públicos que não executaram bem suas funções fossem divulgadas mais amplamente e em espaços menores de tempo. A sociedade precisa ter uma resposta a suas demandas, ter segurança que os bens públicos são administrados corretamente e em prol de todos. Na outra ponta os eleitores também precisam fazer a sua parte e utilizar bem o voto.





