Eleição na UEL e problemas apontados
Os debates que antecederam a eleição para reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que se realiza hoje (podendo haver 2º turno), serviram para que os candidatos apontassem os problemas da instituição e cuja solução figura em seus programas de gestão. Nesse rol destacam-se, segundo a posição de cada um dos seis concorrentes, a necessidade de uma reforma administrativa, para que a comunidade acadêmica se veja representada nos Conselhos Universitário, de Administração e de Ensino, Pesquisa e Extensão; de mais pessoal e de concursos públicos para todos os níveis; de parcerias para melhorar o relacionamento entre os diversos segmentos da UEL; e mais, é preciso que a Universidade retome o trilho da academia, numa gestão apartidária; que supra a carência de profissionais e melhore a segurança no campus; que gestione para melhoria qualitativa nos setores do trabalho e do patrimônio; que a UEL se abra mais para a sociedade e estimule o empreendedorismo dos alunos. Não faltaram críticas ao sucateamento dos laboratórios e à insuficiência de professores, mas pouco se falou da qualidade do ensino e nem sobre a posição melhor que a Universidade já desfrutou em anos anteriores, quando se situava no ranking das três mais destacadas do Brasil. A eleição que hoje se trava é de suma relevância, porque certamente levará esta que é a maior universidade estadual do Paraná a rever diretrizes tomando-se por base as críticas dos candidatos. Isto com certeza vai refletir na área acadêmica e sobre o vasto campo de sua abrangência. Estão aptos a votar 22 mil eleitores, compreendidos no universo de professores, funcionários técnico-administrativos e estudantes. Se o mais votado obtiver 50% mais 1 dos votos, já se conhecerá o reitor poucas horas depois do término da votação. A Universidade Estadual de Londrina está chegando a 35 anos, tem cerca de 1.700 professores, 3.800 funcionários e 17 mil estudantes. É o mais rico patrimônio educacional do Norte do Paraná e já diplomou centenas de milhares de universitários. Esse contingente de especialistas, em múltiplas áreas, elevou substancialmente o padrão profissional e cultural da cidade e da região, e por extensão em todos os pontos para onde se instalaram tantos formandos. Dessa forma, a Universidade contribuiu grandemente para a melhoria dos serviços e do desenvolvimento das cidades. Outras universidade vieram se instalando depois, robustecendo o centro de difusão de conhecimentos em que Londrina se converteu em apenas sete décadas de existência.





