Ele passou e soube mudar a paisagem
Fazer aniversário, todos fazemos. Completar anos vividos também. Mas completar 2 mil anos não é para qualquer um. Há 2 mil anos, na cidade de Belém da Judéia, nasceu um menino que recebeu o nome de Jesus. O nome de seu pai era José, o carpinteiro, e sua mãe se chamava Maria e era natural de Nazaré.
Muitos boatos corriam a respeito daquela criança, frágil como tantas que nasciam naquelas redondezas e naquela ocasião. Aliás, é bom lembrar que por não encontrar lugar adequado para ficar, eles acabaram se instalando em uma gruta.
Quanta raiva José não deve ter passado por não ser compreendido e acolhido juntamente com Maria que se encontrava naquele estado. Se bem que não sei se Maria deu espaço para a raiva, tamanha deveriam ser as dores do pré-parto. E acredito, tenha se recordado da mensagem do Anjo: Aquele que nascerá de ti será chamado filho do altíssimo.
Mas como poderia o filho do Altíssimo nascer naquele estado, naquela gruta? Duvidar não machuca, pois quem duvida questiona e quem questiona encontra resposta, por mais absurdo que seja o questionamento.
Nascido Jesus, Ele é bem educado, atrai discípulos e termina por ter morrido na cruz, em grande agonia. Ressuscita dentre os mortos e garante a ressurreição a todos aqueles que professam nele a fé.
Em poucas palavras, está narrado o nascimento do Salvador do mundo, Nosso Senhor Jesus Cristo. Mas será que é só isso? Natal é apenas se lembrar desse fato? Não seria pouca coisa? Aliás, o que Jesus fez de especial? Por que ainda recordamos esse fato? Já faz 2 mil anos do ocorrido! Vamos então aumentar o nosso panorama de compreensão e do significado do Natal. Assim haveremos de comemorá-lo intensamente.
Deus, ao fazer-se homem, demonstrou o seu grande amor pela humanidade; fez experiência da fraqueza humana, com exceção do pecado, que vem a significar o afastamento de Deus e de sua vontade; condenou tudo que feria a dignidade humana; mostrou que é possível ser feliz apesar de todas as dificuldades da vida que nada mais é que um percurso com vitória garantida; encheu-nos de exemplos e mostrou o caminho, respeitando nossa liberdade de opção; alegrou-se nas Bodas de Canaã; rezou na Sinagoga; chorou no Monte das Oliveiras; ficou bravo no templo; deu de comer aos famintos; ressuscitou Lázaro; curou os enfermos; consolou sua mãe; sentiu a morte de seu pai terreno José, criticou os sacerdotes de seu tempo.
Quantos gestos, quantas palavras, quantos exemplos que ressoam há mais de 2 mil anos. Jesus Cristo soube fazer a diferença. Soube passar pelo mundo e transformar a paisagem. E esse é o convite a todos aqueles que encontram Nele forças para continuarem existindo e também a todos os que não encontraram o sentido da própria vida.
Jesus mudou a paisagem e quer que também assim façamos. Neste último Natal do milênio, somos convidados a mudar a paisagem do mundo plantando a paz onde há guerra, a fartura onde há a miséria, a cura onde há a doença e o amor onde há o ódio. Eis o segredo para mudar a paisagem do mundo.
Neste Natal, pense nisso. Acredite, podemos mudar a paisagem do mundo. Feliz Natal e Próspero Ano-Novo.
- PAULO SÉRGIO DE FARIA é professor em Curitiba





