Os efeitos dos fenômenos "El Niño" e "La Niña" são conhecidos da população mundial há décadas. Calor fora de época e altas temperaturas para as regiões, tempestades e longos períodos de estiagem. As características climáticas mudaram, isso é fato. No entanto, importante salientar que o País pouco está preparado para essas alterações. Se houvesse um planejamento efetivo, menos famílias seriam atingidas a cada ocorrência.
É claro que intempéries climáticas são imprevisíveis. No entanto, recursos poderiam ser direcionados para obras de contenção que amenizariam esses efeitos. É o caso de encostas de morros e margens de rios que, apesar da situação de risco, ainda é possível encontrar famílias morando nesses locais. Já na zona urbana, é preciso ampliar as áreas verdes e galerias para escoamento da água da chuva. São ações bastante simples, mas que dificilmente saem do papel.
Um dos exemplos é que poucos municípios elaboraram seus planos de contingenciamento e prevenção de catástrofes climáticas que, inclusive, facilitariam a aquisição de recursos. As iniciativas devem ir muito além da distribuição de lonas, telhas e alimentos até mesmo porque, no caso dessas ocorrências, geralmente a população mais carente é a maior prejudicada.
Além disso, é preciso investir em campanhas que conscientizem a população urbana e rural da importância da preservação ambiental. Se as matas ciliares presentes às margens dos rios não fossem devastadas, as enchentes seriam amenizadas. Os deslizamentos de morros acontecem também porque a vegetação foi destruída. Portanto, além dos fenômenos da natureza, a população tem sofrido com o impacto das suas próprias ações. É preciso ter maior consciência ambiental porque todos são afetados com a destruição do meio ambiente.

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