Efeitos da má gestão administrativa
Os efeitos da má administração pública começam a aparecer neste início de ano. Pacotes de austeridade financeira, aumento de impostos e contribuições e das tarifas controladas são um demonstrativo do cenário que aguarda os brasileiros. Na área econômica, a queda da produção industrial e do consumo interno é um indicativo quase certeiro de que o aumento do desemprego está por vir.
Reportagem de ontem desta FOLHA avaliou impacto do aumento de impostos e corte de benefícios adotados pela União e pelo Estado. São medidas amargas à população ainda mais em um cenário de crise econômica. Na avaliação de especialistas, a lógica da política ocorre quase que frequentemente da mesma forma: primeiro ano de mandato de austeridade devido à "herança maldita" do antecessor, seguido de dois anos para regularizar as contas e fazer obras e um quarto ano de "bondades", quando não é tomada qualquer medida considerada impopular e há aumento de gastos públicos. A conta de tudo isso fica para o quinto ano de governo.
A situação se repete frequentemente e não se pode culpar apenas os governantes. A responsabilidade é também dos eleitores que pouco se envolvem com a vida pública do País. A corrupção, a má administração e os impostos altíssimos são práticas toleradas pela maioria da população, desde que continue a receber suas bolsas. No entanto, pouco se faz a avaliação do impacto dessas medidas no presente e no futuro do País. O que os brasileiros podem esperar daqui a uma década, por exemplo?
Por enquanto, a resposta não é simples. No entanto, vale lembrar que a maioria dos países já conseguiu sair da crise econômica, enquanto no Brasil a situação parece agravar-se. Se a população não acompanhar mais de perto os atos dos governantes e continuar desarticulada pouco será revertido.





