Educar motorista e melhorar sistema viário
O sucesso de uma campanha para melhorar o trânsito de Londrina vai depender do comprometimento de motoristas, motociclistas, ciclistas, pedestres e também do poder público. Porque se é preciso educar quem conduz veículos, mesmo os não motorizados, assim como as pessoas que andam a pé pelas ruas, também o sistema viário precisa ser melhorado, e esta é tarefa do setor oficial.
Sinaleiros para pedestres nas esquinas de grande movimento é algo que escasseia em Londrina, porque os que existem são poucos, e apenas faixas assinaladas não resolvem se os automóveis não dão vez ao transeunte. Porque se não há sinal regulador o motorista não para, pois quando o sinaleiro se fecha para um, imediatamente abre-se para outro. Para solucionar o problema é necessário um olhar mais expandido sobre o sistema e não apenas sobre as imprudências dos que pilotam veículos e sobre os pedestres. Boas condições do sistema viário contribuirão também para a melhoria de comportamento dos usuários.
Os semáforos ciclovisuais são poucos e só em certos trechos funcionam sincronizados, assim como os convencionais, e se estão desajustados precisam ser corrigidos. Estudos publicados demonstram que é grande o consumo inútil de combustível diante de sinaleiros fora de sincronia ou desnecessários (porque o tráfego não flui), para não falar do tempo perdido e do estresse do condutor. Num centro de elevado desenvolvimento tecnológico como Londrina esse trabalho deve ser confiado a técnicos. As autoridades anunciam para este mês o início de uma campanha educativa, seguida de fiscalização. Tais medidas são necessárias, mas é preciso também um movimento que desperte as autoridades pertinentes, porque elas também têm de ser cobradas. Enquanto só se apontar para os motoristas imprudentes (que são muitos) os agentes públicos do setor ficarão acomodados. Muita coisa está por fazer no setor estrutural instalado, e ao lado da educação aos motoristas é preciso também reordenar o sistema viário. Se o número de veículos aumenta e as ruas não podem ser alargadas, deve-se começar a estudar fórmulas alternativas, que compõem vasta listagem.
É tempo de um reestudo do tráfego porque a cidade cresceu, mas o poder público pouco fez para acompanhar e harmonizar essa nova situação. Obras do setor foram pontuais e nada de grande abrangência, ressalvados os anos em que ruas foram duplicadas, vias expressas foram implantadas e a via férrea afastada do centro. Uma revolução do sistema deve focalizar pontos fundamentais como fluidez do tráfego, menos poluição e ruído, segurança dos pedestres, estacionamento e incentivo ao uso do transporte de massa.





