O melhor professor do mundo é queniano e ensina matemática e física em uma escola rural do país localizado na África. Este ano, a Varkey Foundation concedeu o Global Teacher Prize, considerado o “Oscar (ou Nobel) da educação” a Peter Tabichi, de 36 anos, um irmão franciscano que doa 80% de sua renda para ajudar os mais pobres.

Mais do que ensinar matemática e física, Tabichi está ajudando a mudar a vida de crianças e adolescentes de uma aldeia muito simples do Quênia. O canal de mudança é um clube de formação de talentos em ciências que o professor inventou para incentivar seus alunos a inovarem em uma realidade de muitas dificuldades – a começar pela infraestrutura da própria escola, com apenas um computador e internet precária. Para chegar ao colégio, muitos alunos têm que percorrer a pé um trajeto de sete quilômetros.

O reconhecimento ao esforço do professor e alunos começou a surgir em 2018, quando ganharam visibilidade ao apresentarem um dispositivo para ajudar cegos e surdos a medir objetos. Também desenvolveram um mecanismo para gerar eletricidade a partir de plantas locais. Venceram diversas competições no País e ainda estão participando de outras provas internacionais.

O que significa para o Quênia o título da Varkey e o prêmio de 1 milhão de dólares, valor que deverá ser investido em projetos educacionais? Certamente significa um passo a mais para a realização do sonho de Tabichi: ver despontar da África cientistas, engenheiros e empresários famosos no mundo inteiro.

Para os estudantes dessas comunidades pobres reconhecidas pela fundação significa certamente um futuro promissor, não imaginado por seus pais e avós.

Trabalho duro e fé no talento dos jovens é uma característica comum aos vencedores do Global Teacher Prize, que em 2019 foi entregue com pompa e honraria na luxuosa Dubai. Candidataram-se ao prêmio 10.000 professores de 177 países. Depois de uma primeira seleção, ficaram 50 semifinalistas e, na final, restaram 10, entre eles a brasileira Débora Garófalo, da Escola Municipal Almirante Ary Parreira, localizada no Jardim Babilônia, na zona sul de São Paulo. Garófalo ensinou seus alunos a construírem projetos de robótica a partir de lixo jogado nas ruas.

A brasileira, o queniano e certamente os 10 melhor classificados têm no dia a dia mais do que o trabalho de ensinar. Eles abraçaram o desafio de convencer a comunidade onde trabalham sobre o valor da educação e o seu poder de transformação.

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