A educação superior é um dos fatores que pode sustentar o desenvolvimento econômico de um País. É responsável por formar e capacitar a mão de obra e pela pesquisa científica que, inclusive pode auxiliar a iniciativa privada em avanços e inovações tecnológicas. Embora o Paraná conte com uma das maiores redes de universidades estaduais do País, tem sido "esquecido" pelo governo federal na implantação de instituições.
Reportagem de hoje desta FOLHA aborda o assunto. Na última década, o governo federal investiu fortemente no aumento de cursos superiores em todo o País. No Paraná, os matriculados em escolas superiores federais representavam 39,92% dos universitários em cursos de graduação presenciais públicos. O índice é dez pontos percentuais maior do que o registrado em 2002, mas mesmo com essa melhora quantitativa o Paraná detém um dos três piores índices do Brasil. Em ranking nacional, o Estado ocupa apenas a 20ª posição em distribuição de cursos universitários.
No mínimo essa comparação de números leva a supor que há falta de liderança dos políticos locais. Se constitucionalmente a educação superior é de responsabilidade do governo federal, mais um direito dos cidadãos não está sendo cumprido. É preciso um engajamento maior das lideranças políticas e civis com a questão. Embora tenha sido promovido um aumento de cursos e de vagas, é importante que os índices aumentem, que contemplem um número maior de paranaenses e que atendam também as demandas do mercado de trabalho.
Outro ponto que também não pode ser esquecido é a qualidade do ensino – e aí, a preocupação deve ser desde a educação infantil. O fim do analfabetismo funcional tem que ser encarado como um importante desafio.
Os alunos têm que entender o que leem e devem saber realizar operações básicas de matemática. Se não houver uma concentração de esforços para melhorar a base do ensino, de nada adiantará investimentos na educação superior.

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