A situação do Brasil, no mapa da educação sexual, não deixa dúvidas: fizemos o dever de casa da maneira correta. A questão, agora, envolve como vamos aproveitar isso e transformar numa mudança de atitude.
No paralelo com outros países, nossa educação voltada ao sexo é excelente e não deixa nada a dever. Contudo, as taxas de gestação no Brasil são mais altas do que, por exemplo, na Europa.
Uma das razões, talvez, seja o fato de que as jovens têm, por lá, um projeto de vida mais definido - estudam, namoram, casam, trabalham e projetam ter filhos - e acesso à anticoncepção. Na Europa, as taxas de gestação são de 1%, enquanto no Brasil esse número fica na casa nos 10% aos 20%.
Essa mudança pode haver, vai haver, mas é preciso que, mais do que nunca, as escolas façam sua parte. Muitas vezes as escolas acham que estão fazendo sua parte, mas devem abordar o sexo e seus cuidados o tempo todo.

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