A escola não é só um local de transmissão do conhecimento, é um lugar de formação da ética, da moral, de atitudes que pregam o respeito ao próximo, à amizade, ao bem-estar social e tantos outros valores importantes para o desenvolvimento da criança e do jovem. Mas cenas de violência entre estudantes dentro do espaço escolar mostram falhas preocupantes.
  Na última semana, a imprensa do Paraná noticiou pelo menos três casos. Uma estudante de 15 anos foi espancada dentro de uma escola da Zona Norte de Londrina. A garota já vinha sendo provocada pelo grupo de agressores que a chamavam de ‘‘loira azeda’’. Na mesma região, um garoto de 11 anos apanhou e o motivo da briga teria sido o lanche.
  Em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba, um menino de 13 anos foi internado em estado grave por conta de um ferimento na cabeça desferido por um colega. O sumiço de um telefone celular teria sido a causa.
  A escola está refletindo a violência que as crianças assistem e praticam nas ruas e nas suas casas. Preparar professores, diretores e orientadores pedagógicos para essa triste realidade é urgente. Infelizmente, quando se deparam com situações de truculência, muitos diretores ficam perdidos, sem saber como agir. Os jovens que agrediram a adolescente em Londrina podem ficar sem punição porque o regimento da escola não prevê represália em caso de briga de alunos. Para esse caso, o mínimo que se espera é uma suspensão e outras medidas educativas.
  Educadores e pais devem ficar atentos à prática do bullying, uma das formas de violência que está se tornando muito comum no mundo inteiro, e se preparar para agir quando necessário. Não é possível continuar aceitando como uma brincadeira inofensiva essa modalidade de agressões verbais ou físicas, em que a verdadeira intenção é humilhar, maltratar e intimidar o colega.
  Muitas vezes o diálogo e o uso de técnicas pedagógicas que promovam o debate sobre o respeito às diferenças são suficientes para conscientizar os envolvidos. Se nada for feito, o jovem que pratica o bullying se tornará um adulto agressivo. E o final disso, todos conhecem: dor e constrangimento para a família, problemas para a sociedade.

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