Educação para o trabalho
As centrais de emprego distribuídas em todo o Brasil repetem diariamente a mesma situação: há vagas de trabalho sobrando, porém elas não são preenchidas por falta de mão de obra capacitada. O Anuário do Sistema Público do Emprego, Trabalho e Renda, divulgado esta semana pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostrou que 758,9 mil pessoas se inscreveram no Sistema Nacional de Empregos (Sine) em 2010 e menos de 173 mil conseguiram colocação.
Quando o assunto é vaga de trabalho ociosa há um desencontro entre as expectativas do empregador e dos candidados ao serviço. O mercado espera um perfil de trabalhador e os candidatos com as habilidades esperadas aparecem em número insuficiente. A única maneira de resolver isso é que o candidato retorne ao ensino, seja profissionalizante ou mesmo para concluir a educação de níveis fundamental e médio. Mas como incentivar essas pessoas, muitas delas com mais de 30 anos, a voltarem aos bancos escolares?
Nem todas as empresas estão dispostas a investir tempo e dinheiro no treinamento dos novos empregados. Por outro lado, boa parte da mão de obra sem capacitação não tem dinheiro para fazer um curso profissionalizante.
O levantamento do Dieese e do MTE mostra que no Paraná, 28% dos 5,5 milhões de pessoas com ocupação desempenham uma atividade considerada vulnerável, ou seja, trabalham por conta própria, produzem para o próprio consumo ou trabalham para ajudar a família. Atuando sem registro, eles não contribuem com a Previdência Social e não contam com benefícios como aposentadoria, auxílio-doença, férias e auxílio-maternidade.
Segundo o anuário, há um equilíbrio na criação de vagas de trabalho na maioria das regiões do Paraná, com exceção do Centro-Sul, do Norte Pioneiro e do Vale do Ribeira, regiões onde a atividade principal é a agricultura.
É preciso que o governo e a iniciativa privada encontrem um caminho para solucionar a falta de capacitação desse grande contingente de pessoas que não encontra vaga no concorrido mercado de trabalho.





