Estatísticas oficiais apontam que o Brasil detém um dos trânsitos mais violentos do mundo. Os números não se traduzem apenas pelos acidentes registrados nas rodovias, mas também pela grande ocorrência de atropelamentos. Levantamento do Corpo de Bombeiros aponta que, em média, 15 pessoas foram atropeladas por dia no Estado no ano passado. Ao todo foram registradas 5.557 ocorrências, das quais 358 foram em Londrina. Menos de 10% das saiu ilesa.
O problema é tão grave que as Organizações das Nações Unidas definiu a década 2010-20 como de ação pela segurança no trânsito. O tema central é a segurança dos pedestres e, por isso, a proposta é promover a divulgação e o engajamento da população com campanhas que alertem para os riscos que as pessoas correm no trânsito das cidades e que reduzam os acidentes.
Ainda que "grande parte dos atropelamentos" aconteça devido a comportamentos inadequados dos pedestres, como afirma a direção de Trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), é importante que sejam desenvolvidas campanhas de esclarecimento. Informações básicas, como não atravessar fora da faixa de pedestres, aguardar o sinaleiro liberar a passagem são atitudes fundamentais. Também os motoristas devem ser orientados a respeitar o "Pé na Faixa" e a não cruzar a via quando o semáforo está vermelho. A construção de um trânsito seguro se faz com todos os atores envolvidos.
Já às autoridades, por sua vez, cabe fiscalizar e punir. Somente a presença de guardas ou fiscais de trânsito nas ruas é que poderá coibir tanto motoristas como pedestres. Mudanças no Código Brasileiro de Trânsito também poderiam ser feitas a fim de tornar mais rígida a punição para motoristas que avançarem o sinal vermelho. Essa conduta pode provocar colisões ou atropelamentos. Os pedestres são o elo mais frágil do trânsito e, por isso, devem ser protegidos.

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