Expostas, desde cedo, às telas de celulares e computadores, as crianças e adolescentes têm na educação midiática uma grande aliada contra as "fake news". Nem mesmo os nativos digitais estão ilesos do impacto da desinformação. Apesar de terem habilidades para fazer uso das tecnologias e navegar nas redes, elas precisam receber informações e orientações sobre como se defender das notícias falsas.

É a educação midiática que vai dar as crianças, jovens e adultos um olhar mais crítico sobre as informações que recebem e a partir daí se protegerem contra as "fake news". Pensando nisso, é muito importante iniciativas como a da Escola Municipal Haydee Colli Monteiro, na zona norte de Londrina, de promover uma palestra e debate sobre "fake news" entre uma jornalista da FOLHA, alunos do quinto ano, pais e professores.

A palestrante lembrou que as 'fake news' são informações falsas ou enganosas produzidas para parecerem "notícias de verdade" e que na era da Inteligência Artificial e do compartilhamento instantâneo de mensagens, uma mentira pode enganar milhares de pessoas em poucos minutos. Especialmente em períodos eleitorais, a desinformação atinge proporções maiores e mais perigosas,

A palestra abordou temas como as consequências que as 'fake news' causam para sociedade, como identificar uma notícia falsa e os perigos de compartilhar mensagens cuja veracidade não é confirmada. A jornalista falou ainda sobre o uso da Inteligência Artificial para gerar desinformação e aplicar golpes.

Diante desse cenário, fica evidente que o combate às fake news exige formação contínua e uma cultura de responsabilidade informacional desde a infância.

A proposta da Escola Haydee Colli Monteiro de aproximar alunos, famílias e educadores de um debate qualificado sobre desinformação, mostra um caminho possível e necessário. Ao colocar a educação midiática no centro da formação cidadã, a escola cumpre um papel que vai além do ensino tradicional: prepara crianças e jovens para interpretar criticamente o mundo digital em que já estão plenamente inseridos.

Em um ambiente em que a mentira circula com velocidade e aparência de verdade, especialmente potencializada por ferramentas de inteligência artificial, a capacidade de questionar, verificar e não compartilhar de forma impulsiva torna-se uma competência tão essencial quanto ler e escrever.

É nesse ponto que a educação midiática deixa de ser apenas uma proposta pedagógica e passa a ser uma ferramenta de proteção social e democrática.

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