Vários atividades foram realizadas paralelamente ao Fórum Social Mundial. Os temas eram os mais variados, passando pela diversidade sexual, pela formação das crianças (Forunzinho) e pela discussão de magistrados pela universalização dos direitos (Fórum Mundial dos Juízes), até chegar a discussões sobre ações campesinas (Fórum Mundial da Via Campesina) e a participação social da mídia (Fórum Social da Publicidade).
O maior destaque entre os eventos paralelos foi o 2º Fórum Mundial de Educação (FME), realizado entre os dias 18 e 22 de janeiro em Porto Alegre. O presidente da Marcha Global Contra o Trabalho Infantil e um dos conferencistas do FME, o indiano Kailash Satyarthi, foi um dos que mais elogiou a mobilização social realizada em Porto Alegre. Em entrevista à imprensa gaúcha, o pesquisador destacou que, no setor da educação, os países ricos poderiam investir mais para ampliar e melhorar o sistema de ensino das nações em desenvolvimento. ''Atualmente, são destinados US$ 800 milhões anuais, quando pesquisas apontam que seriam necessários US$ 11 bilhões. Não é muito. Representa 20% do que a Europa gasta em sorvetes por ano'', ironizou Satyarthi.
Para ele, os países ricos não querem ''repartir o poder da educação'' e ainda insistem em tratar mulheres e crianças como mercadorias. Coordenado pelo professor Eliezer Pacheco, o Fórum da Educação foi encerrado com a apresentação de uma carta elaborada pelos participantes. Na Declaração de Porto Alegre foram definidos diversos compromissos com as nações parceiras do projeto, principalmente ligados à busca pela universalização da educação básica para todas as crianças.

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