É fato inegável que a educação é a solução para a maioria dos problemas que atinge o País. Casos de criminalidade, apagão de mão de obra e corrupção, por exemplo, poderiam ser drasticamente reduzidos se a qualidade do ensino público fosse melhor e conseguisse manter crianças e jovens na escola. Uma das soluções, sem dúvida, é a implantação em educação em tempo integral que oferece atividades no contraturno escolar.
Uma das principais bandeiras da administração municipal anterior, a educação integral em Londrina está longe de virar realidade. O que pode ser constatado é que tudo não passou de puro marketing eleitoreiro. O anúncio ocorreu, algumas escolas chegaram a "implantar" o projeto, porém sem qualquer estrutura e preparo para isso. Além da falta de estrutura física dos prédios, outro entrave é a ilegalidade do processo. O município sequer modificou a matriz curricular juntamente ao Conselho Municipal de Educação, trâmite necessário. É de causar estranheza, inclusive que, na época, nenhum conselheiro se manifestou sobre o assunto.
Reportagem de hoje do caderno Cidades aponta que atualmente apenas 14 escolas da rede municipal, de um total de 83, contam com regime de ampliação de jornada. São atendidos 1.950 alunos do Ensino Fundamental. Por enquanto, estão sendo oferecidas atividades complementares e oficinas pedagógicas. A proposta é bastante positiva porque aproxima a escola da comunidade e contribui para um outro fator fundamental: manter as crianças longe das ruas e, consequentemente, da violência e da criminalidade.
A partir do envolvimento de professores, funcionários e dos pais certamente a proposta trará resultados positivos. Basta lembrar que o desempenho de alunos em exames de avaliação foi superior ao de matriculados em escolas sem esse tipo de atividade. Que a educação pública precisa melhorar é um fato. A partir da efetivação do ensino integral os resultados começarão a aparecer, ainda que no longo prazo.

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