A dez dias do prazo limite para que estados e municípios tenham sancionado leis com diretrizes locais para a educação, apenas 38 municípios paranaenses (9,5% das 399 cidades) já têm a legislação; outros 31 municípios aprovaram os planos da educação nas câmaras de vereadores e aguardam a sanção do Executivo. A definição é importante porque deve definir planos e projetos para o cumprimento das 20 metas estabelecidas pelo Ministério da Educação para melhoria do ensino público entre 2014 e 2024.

Levantamentos mundiais que medem o desempenho de alunos em matérias importantes como matemática e ciências apontam que o País pouco tem avançado – em alguns casos houve até regressão – na qualidade do ensino. E, ao que tudo indica, os gestores públicos não estão preocupados em melhorar esses índices. A melhoria da educação deveria ser uma preocupação constante de toda a sociedade, inclusive dentro de uma agenda prioritária de discussões com planejamento definido.

Dados da edição 2015 do Anuário Brasileiro de Educação Básica (baseado em estatísticas de 2013) apontam que 94,6% da população paranaense de 6 a 14 anos estava matriculada no Ensino Fundamental de nove anos; já os que frequentavam o Ensino Médio somavam 58,8% do total do grupo etário entre 15 e 17 anos. A meta é garantir todas as crianças no Ensino Fundamental e todos os adolescentes no Ensino Médio até 2024. A educação integral também deve ser implantada em, no mínimo, 50% das escolas públicas para atender pelo menos 25% dos alunos da educação básica; em 2013, o Estado tinha apenas 13,1% do total das matrículas em educação integral.
É importante que a população se conscientize de que apenas a melhoria na educação é que pode garantir um crescimento sustentável ao Brasil. Alunos que conseguem aprender o conteúdo ministrado certamente serão trabalhadores mais produtivos e melhores. Ainda que o lema anunciado pela presidente Dilma Rousseff "Brasil, Pátria Educadora" parece ter ficado em segundo plano, uma vez que foram promovidos cortes no orçamento da educação, a sociedade deve exigir políticas mais assertivas e efetivas.

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