As notas por escola do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), divulgados essa semana pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), confirmam a disparidade entre escolas públicas e privadas. Embora o desempenho de alunos de colégios estaduais e federais no exame aplicado ano passado tenha melhorado com relação ao ano anterior, é certo que é preciso avançar mais.
Dados do Ministério da Educação mostram que no ano passado, 7,3% das escolas entre os 10% mais bem colocados no exame eram públicas. Em números absolutos, foram 107 instituições, entre as 1.472 que ficaram na elite do País. Em 2012, eram 6,6% públicas entre as melhores. Essa participação caía desde 2009 e é importante porque pode indicar uma tendência de reversão desse quadro. No entanto, também é correto afirmar que o avanço apurado de menos de um ponto percentual ainda não pode ser considerado uma melhora até mesmo porque instituições públicas também obtiveram as piores notas no Enem.
Levantamentos que medem a qualidade do ensino no País são importantes porque fazem um "raio X" do cenário. Pode-se verificar em quais Estados estão as piores escolas, quais as maiores dificuldades dos alunos, as carências de infraestrutura e o potencial do corpo docente. No entanto, é preciso que a sociedade cobre melhorias efetivas na qualidade do ensino. De nada adianta a divulgação de rankings e estatísticas se não forem tomadas medidas com o objetivo de melhorar a qualidade do ensino. É preciso aprender com as boas experiências e com escolas que conseguiram avançar.
Que neste ano que se inicia seja firmado um pacto de melhoria efetiva da educação. A sociedade precisa cobrar o cumprimento das metas estabelecidas, o direcionamento e a execução do orçamento. Não se pode mais aceitar que crianças e adolescentes frequentem a escola e não consigam compreender o conteúdo das disciplinas. Além de garantir a frequência desses alunos na escola, é preciso garantir o aprendizado.

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