A suspensão de 270 cursos de graduação de universidades de todo o País anunciada pelo Ministério da Educação (MEC) no final da semana passada é uma medida necessária. Significa que essas instituições não têm conseguido oferecer uma boa formação a seus alunos, além de apresentar problemas estruturais, de espaço, equipamentos ou corpo docente. Entre o total de cursos suspensos, 26 são do Paraná, distribuídos em 22 escolas de 12 municípios do Paraná. O resultado expõe uma chaga brasileira, que é a má qualidade do ensino – público e privado.
Ranking internacional Times Higher Education, que avaliou as universidades, divulgado há dois meses, mostrou que o Brasil não tem nenhuma instituição entre as 200 melhores do mundo na edição 2013/14. Entre os países emergentes o resultado também não é satisfatório.
O primeiro levantamento mundial que avaliou as cem melhores instituições de 22 países, divulgado semana passada, colocou o Brasil em 7º lugar, atrás de China, Taiwan, Índia, Turquia, África do Sul e Tailândia. Investimentos em educação nunca são excessivos. Pelo contrário. No longo prazo, é um dos fatores que sustentarão o crescimento do País, seja por meio de mão de obra qualificada ou pelo desenvolvimento de pesquisas e projetos de inovação, que podem suprir a demanda da iniciativa privada. No entanto, o Brasil parece não se atentar à questão. De modo geral os brasileiros são pouco escolarizados.
Nos últimos anos, o Brasil tem registrado uma forte expansão universitária, principalmente por meio de instituições privadas. No entanto, há um forte incentivo governamental, como os programas ProUni e Fies. Se o governo "banca" parte desse processo, é natural que qualidade seja exigida até para garantir a correta aplicação do dinheiro público. Se de um lado essa expansão é positiva porque garante acesso à educação, de outro não se pode continuar a permitir uma formação ruim.

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