Mais uma pesquisa que avaliou o nível de aprendizagem dos alunos brasileiros e mais um resultado desastroso. Novo teste do Programa Internacional de Avaliação de Alunos, divulgado ontem pela Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), apontou que os adolescentes não conseguem resolver questões matemáticas aplicadas à vida real. O Brasil ficou com a 38ª posição entre 44 países avaliados. Participaram do teste cerca de 85 mil alunos, todos com 15 anos.
Segundo o relatório, 47,3% dos brasileiros tiveram performance considerada baixa; menos de 2% foram capazes de solucionar problemas complexos. O levantamento expõe novamente uma chaga nacional e reforça o quanto a educação brasileira é de baixa qualidade. Quase metade dos participantes tiveram desempenho pífio, enquanto uma porcentagem muita pequena conseguiu resolver problemas.
Além das comparações com outros países, que mostra os brasileiros 72 pontos abaixo da média mundial, esse resultado demonstra que esses estudantes sairão da escola para enfrentar o mercado de trabalho sem o mínimo preparo. Ainda que especialistas afirmem que o problema dos adolescentes é a interpretação de texto, não é um fator de menor gravidade.
Ao invés de contestar resultados, o desempenho obtido deveria ser utilizado para melhorar a qualidade do ensino público e privado oferecido no Brasil. Não é novidade que a qualidade é ruim, mas comparações como essas têm que servir como parâmetro para reformulações. A atual realidade – de escolas sem estrutura adequada, professores sem capacitação e desmotivados e alunos desinteressados – tem que ser modificada. Importante salientar que é preciso aproximar o conteúdo da realidade dos alunos. O ensino tem que evoluir de forma a ficar mais atrativo.
Além disso, o desenvolvimento do País depende desses alunos. Se hoje há "apagão de mão de obra", vagas abertas para cargos qualificados é porque não foram feitos investimentos necessários. Apenas garantir que as crianças frequentem a escola não é suficiente, elas precisam aprender.

mockup