Não é preciso ser especialista ou entendido no assunto para afirmar que a nossa relação com os adolescentes e jovens, hoje, não é mais a mesma. Valores e conceitos até então considerados sólidos, atualmente, tornaram-se relativos e sujeitos à visão de mundo e dos fatos de cada um.
A falta de parâmetros e de referenciais de valores morais levam o mundo a um relativismo, antes resultando no império da imoralidade e da perversão. Nossa sociedade tem relevado situações antes inaceitáveis. A permissividade social tem promovido um mundo onde o imoral é normal, onde o certo é o errado e onde o amargo é o doce.
Os exemplos estão por todos os lados, nas pequenas e grandes indisciplinas vividas todos os dias nas escolas e no consequente acobertar de pais e mães sobre seus filhos. É cada vez mais rotineiro adolescentes e jovens que saem promovendo badernas de toda ordem no meio social. A razão desses movimentos é a convicção de que são eles quem determinam os limites.
Deve existir nas famílias e escolas uma clara definição de papéis. Muitas vezes, a ausência de limites decorre da inversão ou não compreensão desses papéis. Cabe às famílias a tarefa de supervisionar, orientar, apresentar alternativas e exigir o cumprimento de suas obrigações. Ensinar isso aos filhos, é a maior prova real de amor.
Por outro lado, cabe às escolas zelarem e prosseguirem com os mesmos objetivos, a partir de regras claras, e, principalmente, compreendidas que existem para o bem comum. A escola não pode ser omissa quanto ao desenvolvimento da dimensão da ética e da moral. Quando os adolescentes começam a pensar a respeito do significado da vida, precisam também encontrar educadores que possam ajudá-los a desenvolver uma atitude de busca e de confiança.
Enfim, adiar não é mais possível: estamos protegendo nossos adolescentes e jovens ou colocando-os em iminentes riscos de vida?

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