EDITORIAL: Terremoto na Turquia e Síria
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terça-feira, 07 de fevereiro de 2023
Folha de Londrina 
O mundo foi surpreendido na segunda-feira (6) pela trágica notícia de um terremoto de magnitude 7,8 que atingiu o sudeste da Turquia e o norte da Síria, deixando ao menos 2.700 mortos e mais de 13 mil feridos - os números não paravam de subir à medida em que as equipes de buscas conseguiam avançar sobre os escombros. O frio intenso foi um componente de dificuldade e, no caso da Síria, o sismo vem agravar a situação de país assolado pela guerra, pela crise dos refugiados e por problemas econômicos.
Sismólogos descreveram ao New York Times que um tremor de magnitude 7 tem “uma energia equivalente a cerca de 32 bombas atômicas de Hiroshima”. Esse impacto encontrou a maior parte de suas vítimas dormindo, já que o terremoto aconteceu pouco depois das quatro da manhã (22 horas de domingo, pelo horário de Brasília).
O tremor ocorreu a uma profundidade de 17,9 quilômetros, segundo o USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos). O epicentro foi localizado no distrito de Pazarcik, na província de Kahramanmaras, no Sudeste da Turquia, a cerca de 60 km da fronteira com a Síria.
Ele acabou sendo sentido no Chipre, Egito, Israel, Líbano e até na Groenlândia. No meio da tarde de segunda-feira as autoridades turcas já afirmavam que se trata do terremoto com o maior número de vítimas no país desde 17 de agosto de 1999, que matou 17 mil. A magnitude de 7,8 é equivalente a do mais forte terremoto a atingir o país, em 1939. Dezenas de abalos secundários, incluindo um de magnitude 7,5 às 13h24 (7h24 no horário de Brasília), atingiram a região.
Uma construção histórica, o castelo de Gaziantep, fortificação construída há dois mil anos na Síria, foi severamente danificada.
A Turquia é uma das zonas sísmicas mais ativas do mundo, com várias falhas geológicas. Apesar disso, vem chamando a atenção de especialistas o despreparo para grandes terremotos, com raras construções adaptadas, apesar de uma lei aprovada em 2004 justamente para reforçar os critérios de segurança para tremores de terra em infraestrutura. Situação diferente do Japão, considerado um dos mais preparados para terremoto, com tecnologias que ajudam seus cidadãos e infraestruturas contra sismos e tsunamis.
Mudanças na infraestrutura precisam ser consideradas o mais rápido possível, mas agora a urgência é ajudar feridos, desabrigados, confortar as pessoas que perderam entes queridos e restabelecer os serviços essenciais. A Turquia pediu ajuda a seus aliados da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), mas todos podem e devem ajudar. O país precisa de assistência médica, equipamentos de salvamento e hospitais de campanha. Ontem, o governo brasileiro estudava o envio de ajuda humanitária para a Turquia e Síria.
As imagens são muito tristes e o momento é de solidariedade com as vítimas e suas famílias.
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