O Paraná decretou estado de emergência zoosanitária de 180 dias por conta da gripe aviária. A medida foi anunciada na terça-feira (25), pelo governo do Estado, com aprovação do Conesa (Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária).

O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, que também preside o Conesa, veio rapidamente a público ressaltar que a adoção da medida não tem objetivo de alarde, mas de reforçar a prevenção e a vigilância, agilizar o atendimento nos casos notificados de suspeita de influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1) e ter acesso facilitado a recursos no combate à doença.

Além disso, segundo Ortigara, a decretação do estado de emergência zoosanitária é uma forma de alinhar as ações com o Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária). Em maio, o ministério já havia adotado essa providência e agora orientou para que decretos semelhantes fossem assinados pelos estados com vistas ao trabalho conjunto entre as 27 unidades da Federação e o Distrito Federal.

Esse alinhamento com o Mapa garante agilidade nos processos, disponibilidade imediata de recursos, caso necessário, e segurança para os importadores do frango brasileiro e para os consumidores. Até quarta-feira (16), Santa Catarina, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso do Sul e Tocantins também já adotaram decreto semelhante.

Até terça-feira, o Paraná havia detectado sete casos da doença apenas em aves silvestres migratórias, o que está dentro do esperado, visto que há migração natural de pássaros entre os continentes em busca de alimentação e para reprodução. Segundo a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná, todos os focos já foram declarados encerrados pelo Mapa.

É importante evitar que o vírus chegue às granjas comerciais do Paraná. A avicultura foi a atividade que mais gerou valor nas propriedades rurais do Estado em 2022. Recentemente, a Fundação Getúlio Vargas divulgou um levantamento feito a pedido do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários apontando um prejuízo de quase R$ 22 bilhões ao Brasil em caso de surto da gripe aviária em granjas comerciais.

Trata-se de um cenário hipotético, extremamente pessimista. É importante sabermos que a situação está sob controle, mas é preciso conscientização e comprometimento quanto à vigilância e prevenção em todos os níveis.

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