O enfrentamento à pobreza e redução das desigualdades sociais nortearam os discursos do presidente do Brasil empossado neste 1º de janeiro, Luiz Inácio Lula da Silva. Em suas duas falas, no Congresso, e depois no Palácio do Planalto, o chefe do Executivo defendeu que é "urgente e necessária a formação de uma frente ampla contra a desigualdade".

No Palácio do Planalto, Lula frisou: "Se queremos construir hoje nosso futuro, viver em um país plenamente desenvolvido para todos e todas, não pode haver lugar para tanta desigualdade."

O presidente empossado tratou tanto das desigualdades econômicas, mas também das diferenças sociais. Como aquela no tratamento das mulheres em relação a homens no mercado de trabalho. "É inadmissível que (as mulheres) continuem a receber salários inferiores aos dos homens quando no exercício de uma mesma função. Elas precisam conquistar cada vez mais espaço nas instâncias decisórias desse país", afirmou.

O tema da fome e da desigualdade também foi abordado pelo discurso do presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco, dizendo ter certeza de que Lula, que passou por dificuldades na vida, deverá enfrentar os problemas urgentes da população mais desfavorecida, citando uma frase de político Ulisses Guimarães: "o inimigo mortal do homem é a miséria."

E entre as pautas legislativas, Pacheco identificou a reforma tributária como foco de preocupação do novo governo, lembrando que o país tem um sistema de arrecadação que precisa ser desburocratizado e simplificado para permitir mais justiça social. Essa reforma, junto com a elaboração do novo arcabouço fiscal, são as pautas prioritárias desse Congresso Nacional em 2023, avisou o senador.

Pacheco frisou que vê um Congresso Nacional com vontade de ajudar o Poder Executivo na aprovação de projetos relevantes e lembrou a negociação da PEC da Transição como um exemplo. Essa cooperação por pautas importantes traduz um dos pontos principais que Executivo e Legislativo devem se ocupar, principalmente no que diz respeito à união de um país que está polarizado há anos. É importante que os dois poderes priorizem ações que levem a reconciliação dos brasileiros que discordam em temas políticos, mas desejam o desenvolvimento do Brasil.

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