De 23 a 29 de outubro, muitas cidades brasileiras têm programação especial para marcar a Semana Nacional do Livro e da Biblioteca, criada em 1980 e comemorada desde então. Londrina e sua vizinha Cambé, municípios que participam do projeto Folha Cidadania, da FOLHA, mostraram que nestes próximos dias o tema leitura está nas escolas e nas ruas por meio de ações que buscam incentivar crianças, jovens e adultos a gostarem de ler.

A data é um lembrete mais que necessário da importância das bibliotecas em nossas cidades e de discutir esses espaços como ferramentas de promoção à cultura, cidadania, informação e pensamento crítico.

Em Cambé e em Londrina, como a FOLHA mostrou na edição de terça-feira (21), as atividades culturais e educativas vão celebrar a semana comemorativa. Em comum, as prefeituras têm como objetivo o fortalecimento do trabalho contínuo das unidades escolares que incentivam a renovação à leitura em todos os dias do calendário escolar. Lançamento de livros, oficinas, contação de história, palestras e exibição de curtas integram as atrações nos próximos sete dias.

As bibliotecas não podem ser vistas apenas como um depósito de livros disponíveis para empréstimos ou consultas. Estamos falando de um local vital e democrático, de aprendizado e desenvolvimento social, cultural e intelectual, onde as pessoas podem acessar fontes seguras de informação e desenvolver a leitura crítica.

Elas também garantem que os clássicos da literatura e grandes autores que marcaram época e influenciaram gerações estejam sempre acessíveis à população. Além de dar visibilidade a novos escritores.

As atividades que as bibliotecas realizarão a partir desta quarta-feira (23) são essenciais para criar um vínculo emocional com a leitura, que muitas vezes é deixada de lado nas rotinas corridas do dia a dia.

Que a Semana Nacional do Livro e da Biblioteca seja também uma oportunidade para que a população reflita sobre os desafios enfrentados por esses locais quanto à falta de investimentos e cobre das autoridades responsáveis melhorias na infraestrutura, tecnologia e atualização do acervo.

Em um país como o Brasil, onde o índice de leitura ainda é baixo, as bibliotecas, principalmente as públicas, podem assumir um papel muito mais preponderante na vida das comunidades. O acesso ao livro, muitas vezes, ainda é um privilégio devido ao preço com que chegam ao mercado. Assim, cabe aos governantes garantirem que esses espaços possam cumprir plenamente seu papel de democratização do saber.

Obrigado por ler a FOLHA!

mockup