EDITORIAL: O balanço da dengue no Paraná
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quarta-feira, 02 de agosto de 2023
Folha de Londrina 
O período sazonal 2022/2023 da dengue chegou ao fim no Paraná no dia 31 de julho. O balanço desse ano que passou, feito pela Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) mostra que temos muito o que fazer no controle da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.
Nesse período, a dengue foi registrada em 367 municípios (91,9% do Estado) em todas as 22 Regionais de Saúde, com 341.015 notificações, 135.064 casos confirmados e 108 óbitos, segundo a Sesa.
De todos os municípios que tiveram registro de casos, Londrina (34.815) e Ibiporã (5.199), na Região Metropolitana de Londrina, Foz do Iguaçu (13.374), no Oeste; e Paranaguá (4.246), no Litoral; foram os locais com maior número de casos confirmados da doença. Em relação aos óbitos registrados, Londrina e Foz do Iguaçu lideram a lista, com 29 e 22 óbitos, respectivamente.
De acordo com a pasta, o período mais crítico foi entre os dias 9 e 15 de abril. Em apenas sete dias o número de casos confirmados chegou a 13.500. A coordenadora da Vigilância Ambiental, da Sesa, Ivana Belmonte, lembrou que o fato de mais de 100 pessoas terem perdido a vida pela doença mostra que é preciso uma força-tarefa "conjunta e permanente".
Mutirões, capacitações, reuniões de emergência e compra de insumos foram algumas das outras ações de enfrentamento realizadas pela Vigilância Ambiental da Sesa, em conjunto com os municípios e Ministério da Saúde, ao longo desse período.
Durante o período sazonal, a Sesa também realizou 19 capacitações, concentrando os trabalhos em locais que tiveram maior registro de casos e focos do mosquito, tanto para a dengue quanto para a chikungunya.
O próximo período sazonal já começou, em 30 de julho de 2023 e segue até 27 de julho de 2024. As secretarias de Saúde do Estado e dos municípios também começam a definir ações para o controle da doença.
Segundo a Sesa, apesar da dengue ser registrada durante o ano todo, o período de maior concentração de casos notificados tem início em outubro e vai até maio. Novamente, é importante que o poder público realize ações de enfrentamento (prevenção, fiscalização e assistência médica) e campanhas de conscientização. À população cabe se comprometer seriamente em eliminar os focos do mosquito Aedes aegypti.
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