O friozinho fora de época que marcou os primeiros dias de novembro, resultado, em grande parte, pela atuação do fenômeno La Niña, começa ceder e a expectativa é que a temperatura comece a subir nos próximos dias. Muita gente vem se perguntando se essa onda de calor anormal é sinal de que o verão será mais ameno. Difícil arriscar um palpite nesses tempos de mudanças climáticas, mas o norte paranaense pode esperar pelos tradicionais dias de muito calor, como é comum nessa região. E se preparar para um visitante que se torna mais assíduo conforme a temperatura sobe. Estamos falando do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, que não perdoa homens e mulheres descuidados com a limpeza da casa, escritórios e estabelecimentos comerciais.

Na quarta-feira (9), a prefeitura de Londrina divulgou o 4º LIRAa (Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti), estudo que colocou o município na classificação de alerta para a doença. A pesquisa apontou índice de infestação de 3%, considerado alto. No levantamento anterior, de julho, o percentual estava em 1,4%.

Os bairros com maior incidência de larvas são Parque Maria Estela (zona norte), seguido de Rui Barbosa (leste), jardim Maringá (oeste), Palmares (central) e Universitário (oeste). O secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, destacou que o crescimento era esperado por conta do período climático das últimas semanas, com dias de chuva intercalados com tempo quente. No entanto, o que chamou a atenção do responsável pela pasta foi a grande quantidade de focos no interior das casas, de 11%. Segundo ele, o percentual de criadouros do Aedes aegypti dentro das casas saltou mais de 10%, o que é inédito em todos os levantamentos do LIRAa.

O Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti foi feito entre os dias 17 e 21 de outubro. Os agentes de endemias visitaram 9.732 imóveis em todas as regiões. Os principais criadouros identificados, 89%, foram objetos em desuso jogados nos quintais, vasos de plantas e água da chuva armazenada sem cuidados.

De janeiro até o início de novembro, Londrina registrou 12.666 casos de dengue notificados, com 3.101 confirmados, dois óbitos e 8.832 descartados. Ainda estão em análise 733.

Os dados revelados pelo LIRAa evidencia urgência do poder público municipal intensificar ações coordenadas de mutirão de limpeza nos bairros mais afetados e de campanhas de conscientização do cidadão. Cada um é responsável por tornar a sua moradia e local de trabalho livres do mosquito transmissor da dengue.

Conscientização e prevenção caminham juntas para o controle da pandemia.

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