A imagem que a FOLHA traz para ilustrar reportagem sobre lixo acumulado em uma rua da zona leste de Londrina, em sua edição impressa e on-line desta sexta (16), é impactante.

São colchões, fogão, pedaços de madeira, materiais que poderiam ser reciclados e lixo de todo o tipo que, amontoados, transformam-se em uma realidade que tem incomodado os moradores da Vila Romana.

A sujeira está espalhada por toda a calçada e até parte do asfalto, atrapalhando o trânsito na rua Cláudio Faissal. A situação estaria sendo provocado por uma mulher que mora em frente.

Vizinhos ouvidos pela reportagem da FOLHA dizem que o problema do acúmulo de lixo no local perdura há mais de uma década, porém, só tem piorado com o passar dos anos.

Moradores e comerciantes reclamam do mau cheiro, da falta de espaço para andar com segurança na calçada, da proliferação de insetos, ratos, baratas e aranhas.

E ainda tem o perigo real da dengue. O amontoado de lixo da rua Cláudio Faissal é o ambiente propício para o mosquito Aedes aegypti colocar as suas larvas e se reproduzir. Londrina vive o risco de enfrentar uma epidemia da doença e a cidade registrou duas mortes pela dengue em menos de dois meses.

Os vizinhos argumentaram que já tentaram conversar com a responsável sobre os transtornos, no entanto, de nada teria adiantado. Recorreram à prefeitura que, por meio de nota, informou à FOLHA que as secretarias de Saúde e de Assistência Social, Caps (Centro de Atenção Psicossocial) e CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) já estão sabendo do problema e se organizando para fazer a limpeza.

Infelizmente, são comuns relatos de pessoas que convivem com vizinhos que acumulam lixo e, certamente, essa relação é bastante desafiadora. Sabemos que além do odor desagradável, há todo o risco de doenças causadas por pragas como ratos e insetos.

A situação pode se tornar ainda mais complicada quando o vizinho acumulador não está disposto a resolver o problema, seja por falta de consciência sobre os impactos negativos de guardar lixo em casa, seja por dificuldades pessoais ou doenças mentais ou físicas.

É claro que o diálogo e a empatia são as melhores saídas para o problema. Mas quando a situação persiste e afeta a qualidade de vida dos demais, o jeito é pedir socorro às autoridades locais e buscar ajuda médica, psicológica ou jurídica para o vizinho que acumula lixo.

Obrigado por ler a FOLHA!

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