Porto Seco


A boa notícia é que Londrina terá, afinal, uma estação aduaneira, o denominado Porto Seco. Uma ação impeditiva tramitava na Justiça, mas agora ela foi retirada, por mérito de negociação intermediada pelo secretário de Indústria e Comércio do Paraná, Eduardo Sciarra. A expectativa é de que em seis meses essa aduana esteja instalada.
Natural que, pela sua importância político-econômica, Londrina precisava ter essa estação aduaneira, que é um importante instrumento de desenvolvimento regional. Trata-se de um órgão que, pela sua característica, funciona com mais agilidade e eficiência que os portos e aeroportos, devido à sua integração com a comunidade, e cria condições para a expansão das empresas instaladas e para atração de novos empreendimentos, como ressalta o secretário.
O anúncio da implantação do Porto Seco, feito em Londrina por Sciarra, em presença do prefeito Nedson Micheleti e de lideranças da comunidade regional, animou as autoridades e sobretudo a classe empresarial. Um setor que se manifestou prontamente foi o moveleiro, de Arapongas, cidade distante trinta quilômetros de Londrina e que é o segundo maior pólo produtor de móveis do País, responsável por 8% das exportações brasileiras desses produtos e que embarca mensalmente 150 contêineres pelos portos de Paranaguá e Itajaí.
Com a unidade aduaneira de Londrina, parte significativa das exportações iniciará seu processo aqui mesmo. Também as importações serão beneficiadas, pela facilidade de desembaraço. Outro grande segmento industrial exportador, o da indústria de café solúvel com seus complexos de produção em Londrina e Cornélio Procópio também será beneficiado pela presença do novo Porto Seco. São citados aqui apenas esses dois ramos de atividade porque houve manifestação imediata de seus dirigentes, após a informação trazida pelo secretário da Indústria e Comércio, porém a unidade aduaneira que se instalará em Londrina irá beneficiar todas as empresas que operam com exportação e importação.
A presença de homens do interior no governo é fundamental quando as reivindicações regionais se manifestam, como essa da aduana. O secretário Eduardo Sciarra, londrinense, influiu decisivamente nas negociações para a retirada da ação na Justiça, que argumentava a inviabilidade de uma estação aduaneira distar apenas 100 quilômetros de outra, no caso a de Maringá, já existente. Foi importante também seu desempenho junto ao governador Jaime Lerner para viabilizar o pleito de Londrina.
A cidade, já detentora de respeitável infra-estrutura instalada, em quase todos os setores da atividade humana, enriquece-se ainda mais com o advento da estação aduaneira. A cada conquista, Londrina sede de região metropolitana vai consolidando sua auto-suficiência e firmando-se cada vez mais como pólo de uma vasta região que abarca um grande número de municípios circunvizinhos, não só do Paraná mas também da área fronteiriça do sul de São Paulo.

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