Uma nova geração de empresários desponta, no Brasil, com novos conceitos e novas formas de ação, que se traduzem em mais conscientização e mais responsabilidade social. São os jovens empreendedores e comandantes de empresas, que já somam 7 mil - ao menos os que estão organizados numa associação, a Confederação Nacional dos Jovens Empresários. Este novo exército de homens de negócios, cuja idade vai até os 40 anos, tem propósitos de edificar um país melhor, mais estribado na ética, no patriotismo e na transparência.
A idéia é construir uma nação mais consciente e mais responsável, liberta das mazelas da corrupção, da violência e das desigualdades sociais. Agora esses empresários vão se reunir em Brasília, de 3 a 6 de outubro, no 7º Congresso Nacional de Jovens Lideranças Empresariais, para discutir temas como educação empreendedora, criatividade, inovação e responsabilidade.
Não há hora melhor do que a presente, para essas novas investidas, face aos acontecimentos recentes que abalaram o mundo e que acenam para grandes mudanças, em todos os setores da atividade humana. É, sobretudo, hora muito especial para o Brasil, país emergente e de possibilidades infinitas e onde muita coisa está ainda por fazer.
Sem desprezo pelos empresários mais idosos que hoje capitaneiam empresas e contribuíram com sua parcela para o crescimento do País, o que ressalta nesta florescente comunidade de empreendedores não é a idade que eles têm e sim as suas idéias, que parece abandonar costumes ortodoxos e adota conceitos novos, como os da responsabilidade social, da ética e do patriotismo, que não se desenvolveram muito na mentalidade brasileira tradicional.
Esses jovens empresários irão fincando alicerces, em que também irão se sustentar, mais solidamente, os homens de negócios que ainda estão por vir e que, certamente, adicionarão conceitos ainda mais novos, como a ausência da competitividade cega e a adoção de políticas de melhor coexistência, de permuta de experiências e de crescimento conjunto. Isto derivará para empresas mais lucrativas e mais humanizadas, em que também os empregados tenham maior participação em forma de ganhos e de responsabilidade.
Os passos paralelos deverão ser injunções dessa nova elite empresarial junto aos governos e os seus legisladores, para modificar leis, como a trabalhista, que atemoriza e pune o patrão sem beneficiar o empregado, eis que inibe contratações; e essa perversa lei dos encargos sociais, que subtrai da empresa o dobro de cada salário e assim, indiretamente, se apropria de dinheiro que poderia ser destinado ao trabalhador; afora a excessiva burocracia e a sobrecarga de impostos, que recaem sobre quem produz.

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