Primeiro foi o comunismo, a ameaçar com a socialização do mundo e com a aniquilação do capitalismo, agora é o terrorismo com seus atentados violentos, a provocar a nação que se arrogou desde várias décadas ou assim a fizeram os países dependentes e de ideologias similares ser a guardiã dos regimes capitalistas do planeta, dos ideais democráticos e da segurança dos povos.

A ofensiva terrorista de terça-feira contra Nova York e Washington significou, no entendimento dos norte-americanos, uma proposta de guerra, e o desafio foi aceito, porque o presidente George Bush declarou que os Estados Unidos irão reagir, e a totalidade da nação americana proclamou estar de acordo. Já está declarado o estado de guerra, até porque o povo inteiro do país está de pé e à ordem, pronto para a ação militar de revide à provocação.

Aconteceu assim depois de Pearl Harbor, quando aviões japoneses atacaram de surpresa os navios de guerra americanos ancorados no Hawaí, e os destruíram totalmente, no fatídico 7 de dezembro de 1941, sem tempo de qualquer reação. Japão e EUA eram, na época, nações antagônicas, mas foi essa audácia japonesa que uniu o povo americano como acontece agora e daí à declaração de guerra foi um passo. O que aconteceu nos ''dias seguintes'' o mundo conhece, e os japoneses, especialmente, haveriam de pagar caro o preço, pois Hiroshima e Nagasaki e toda a sua população foram totalmente arrasadas por duas bombas atômicas, lançadas pelos EUA.

''Os Estados Unidos reagirão e vencerão a batalha do bem contra o mal'' proclamou, um dia após os atentados de NY e Washington, o presidente Bush. Esse conceito é que move as emoções e as ações e reações do povo americano. O bem, no seu entender, são os EUA, e o mal todos os que são contra os EUA. Nada une mais autoridades e civis, nos Estados Unidos, do que a guerra por ''uma boa causa'', e a agressão que acabam de sofrer é mais que uma boa causa.

Pesquisa agora feita mostra que 94% dos norte-americanos apóiam uma ação militar contra os grupos ou países que forem identificados como mandantes dos atentados que destruíram as duas torres do World Trade Center, inserido no cérebro financeiro do mundo, e o Pentágono, sede das Forças Armadas e da inteligência estratégica militar americana.

Nesta nova guerra já declarada, os EUA certamente não agirão sozinhos, mas apelarão para os países aliados, como aconteceu no último grande conflito mundial. Os que não se aliarem serão considerados inimigos dos Estados Unidos e sofrerão, com toda a certeza, boicotes econômicos. Como as nações não têm amigos, mas interesses, o mundo todo acabou envolvido nesta guerra, a favor ou contra, e os resultados daí decorrentes serão globais.

Os Estados Unidos não descansarão enquanto não derrubarem os regimes que patrocinam organizações terroristas, e isto pode significar uma guerra em etapas, mas contínua, com grande destruição e o sacrifício, inclusive, de populações civis. Afeganistão do megaterrorista e milionário saudita Osama bin Laden Iraque, Autoridade Palestina, Líbia e Coréia do Norte são os principais alvos, porque constituem hoje a grande potência terrorista do mundo.

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