Londrina, que hoje comemora 66 anos, tem a característica histórica de ser uma das poucas cidades brasileiras deste porte nascidas neste século que, em tão pouco tempo, chegaram a dimensão de metrópole. Sua infra-estrutura instalada a faz auto-suficiente, na relação atual com as necessidades dos cidadãos. Pela trajetória de contínuo crescimento que veio seguindo, desde a fundação, Londrina ganhou a condição de pólo regional e sede de região metropolitana.
Mas isto gerou compromissos à cidade, sendo necessário que ela encare seriamente os novos desafios que chegam, nestes tempos de globalização e veloz corrida tecnológica. Um deles é adaptar e bem aproveitar sua infra-estrutura ante a nova era que se instala e sinaliza que não será a da força braçal, mas do conhecimento.
Um termo em voga é agregação de valores, e isto significa associar atividades extrativistas com o beneficiamento dos produtos, no próprio meio, modificar sistemas e introduzir tecnologias. Quem não se direcionar nesse rumo perderá competitividade, estacionará e empobrecerá.
As universidades e as instituições de pesquisa são fortes sustentáculos de Londrina, e é preciso que essas áreas do conhecimento atuem mais estreitamente com a iniciativa privada e o próprio poder público, firmando parcerias e intercambiando experiências. O modelo que deu certo nesta região, estribado na economia extrativista, deve associar-se agora ao conhecimento. A comunidade científica, em todas as áreas, deve sentar-se à mesa permanentemente com os empreendedores, porque capital e conhecimento não podem mais ficar dissociados.
Londrina precisará reafirmar sua liderança política, como foi outrora, para fazer mais forte e mais ouvida a sua voz, porque tem este potencial, representado por destacados líderes, porém dispersos. Há que aglutinar essas forças, como nos tempos em que caravanas se deslocavam para Curitiba e Brasília, tingindo com seus pés vermelhos os tapetes palacianos mas trazendo no bojo conquistas como a Universidade Estadual, o Instituto Agronômico, estradas, uma infinidade de outros benefícios, que foram fundamentais para fazer Londrina chegar até onde chegou.
Doravante, afora a atenção que deve dar à tecnologia, Londrina precisa batalhar por duplicação de rodovias, sobretudo a Estrada do Café, estrangulada pela Serra do Cadeado e pelo seu traçado perigoso e congestionante, partir para indústrias de processamento de seus produtos agropecuários e hortifrutigranjeiros, implantar cooperativas fortes, dinamizar todos os seus potenciais, atrair preferências.
As lideranças tradicionais e emergentes precisam unir-se, identificar os ideais comuns e lutar por eles. Porque a cidade não pode adormecer sobre a infra-estrutura que tem e sobre as conquistas até agora obtidas.

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