O mundo se despediu nesta terça-feira (3) de Pelé. O sepultamento do Rei do Futebol aconteceu no começo da tarde deste 3 de janeiro no Memorial Necrópole Ecumênica, em Santos, no litoral de São Paulo.

Antes de chegar ao cemitério escolhido pelo eterno camisa 10 da seleção brasileira, o cortejo com o caixão de Pelé durou quase quatro horas pelas ruas de Santos. Saindo da Vila Belmiro após o velório, que terminou às 10h, o caminhão do Corpo de Bombeiros com o corpo do Rei passou pela orla da praia e foi até o canal 6, onde mora a mãe do ídolo, Celeste Arantes, de 100 anos de idade. O rei morreu na quinta-feira (29) em São Paulo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi até Santos prestar condolências à família de Pelé. Foi o primeiro compromisso oficial de Lula fora de Brasília desde que tomou posse no domingo (1º). Chamou a atenção o grande número de populares que não mediram esforços para homenagear o maior jogador de futebol da história, único a vencer três Copas do Mundo.

Cerca de 230 mil pessoas enfrentaram uma verdadeira prova de resistência, esperando horas no calor para passar próximo ao caixão de Pelé. O velório durou 24 horas. O povo brasileiro não deixou de reverenciar o seu Rei, mas ficaram nítidas ausências importantes. Nenhum ídolo do futebol das campanhas do penta e da seleção atual foram à Vila Belmiro se despedir. Nem mesmo Neymar, que se lançou pelo Santos, esteve no velório.

As críticas aos jogadores choveram nas redes sociais e uma declaração de Kaká reclamando que o brasileiro não valorizava seus ídolos do esporte foi bastante compartilhada. Talvez esteja aí a evidência de uma crítica que não é bem recebida pelos jogadores da seleção brasileira, mas que tem sido feita com frequência: o distanciamento deles em relação ao povo.

A seleção brasileira de futebol não seria penta se Pelé não tivesse sido campeão, com seus companheiros, de três edições da Copa do Mundo.

Obrigado por ler a FOLHA!

mockup