EDITORIAL - Vacina chega aos braços da Geração Z
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segunda-feira, 23 de agosto de 2021
Folha de Londrina 
Após um início traumático e vagaroso, a vacinação contra a Covid-19 avança pelo País. É verdade que algumas cidades ainda sofrem com falta de doses, mas o cenário atual é bem mais animador que o do início do ano. Cinquenta e quatro milhões de brasileiros, o que corresponde a cerca de um quarto da população, estão completamente vacinados: com duas doses ou dose única.
Já os que receberam ao menos uma dose dos imunizantes disponíveis no Plano Nacional de Imunização somam 121 milhões, ou 57% da população. Em Londrina, o corte etário chegou à chamada Geração Z, formada por pessoas com até 24 anos.
E para atrair o maior número possível destes jovens, a Secretaria Municipal de Saúde lançou mão de uma estratégia inusitada. Promoveu neste fim de semana a "Balada da Vacinação", no Centro de Imunizações da Zona Norte.
Com direito a decoração com balões, adereços, canhão de luz, globo refletor no teto, além de música ambiente com dois DJs, cantora e duas bandas, a vacinação se deu de maneira ininterrupta por 36 horas, das 7h de sábado (21) às 19h deste domingo.
Pela cidade, não faltaram aqueles que torceram o nariz para a iniciativa “moderninha” da prefeitura, mas o secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, comemorou os resultados. Foram 5.768 jovens vacinados durante a campanha na zona norte.
A estratégia se mostra válida uma vez que a cobertura vacinal, de forma geral, entre os mais jovens é sempre mais desafiadora. Nessa fase, a frequência de visitas a unidades de saúde é extremamente reduzida, e as oportunidades de abordagens preventivas relacionadas à saúde são mais raras.
O Brasil, no entanto, colhe frutos de uma forte cultura em torno da vacinação. O índice de aceitação aos imunizantes é maior em relação a outros países, inclusive a nações mais desenvolvidas, como os Estados Unidos.
A expectativa agora é que toda a população brasileira maior de 18 anos seja completamente imunizada para que o governo federal comece a aplicar o reforço vacinal, com aplicação de terceira dose, que deve começar pelos idosos e pelos profissionais de saúde.
Com as mutações do novo coronavírus e o surgimento de novas cepas, a vacinação deve se estender pelos próximos anos. Epidemiologistas alertam que o vírus continuará em circulação. Então, caberá à população não se descuidar e continuar se vacinando.
A combinação do surgimento de movimentos antivacina e o relapso daqueles que sequer se lembram da imunização, já se mostrou desastrosa. Doenças erradicadas no país voltaram a fazer vítimas por conta da imprudência. Mesmo quando a comoção por mais de meio milhão de mortos se arrefecer, sempre será tempo de lembrar que a vacina salva vidas.
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