EDITORIAL - Um tempo para a pausa
Hoje (18), Quarta-feira de Cinzas, o país acorda diferente
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
Hoje (18), Quarta-feira de Cinzas, o país acorda diferente
Folha de Londrina 
Passado o Carnaval, seguimos para "o resto do ano". E que ano promete ser 2026! Primeiro, a realização da Copa do Mundo nos Estados Unidos, México e Canadá em junho e julho. Depois, as eleições brasileiras em outubro, com um cenário que promete novamente uma polarização inevitável.
Uma amostra do que o mês de outubro nos aguarda foi a polêmica ponte já estabelecida entre Carnaval e Eleições, com a realização do desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Lula no domingo (15), no Sambódromo do Rio de Janeiro. A oposição viu propaganda antecipada em ano eleitoral e uma chuva de ações devem chegar ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nos próximos dias.
A velha máxima de que o ano começa após o Reinado de Momo, pelo visto, no quesito política/eleições, o ano de 2026 está a todo vapor. Mesmo assim, o cidadão ainda tem tempo de se recuperar do período das ruas cheias e agitação, antes de se aventurar em um novo tempo de torcidas, polêmicas e polarização.
Hoje (18), Quarta-feira de Cinzas, o país acorda diferente. Depois de dias em que as cidades pulsaram em ritmo de samba, blocos e fantasias, o calendário litúrgico e cultural nos conduz a um outro tempo: o da Quaresma. Se o Carnaval é agitação, a Quaresma é recolhimento, convite ao silêncio, à introspecção e à revisão de caminhos.
A Quaresma é o período de 40 dias que antecede a Páscoa no calendário cristão. É um tempo tradicionalmente marcado por práticas como jejum, oração e caridade — não apenas como rituais externos, mas como exercícios internos de disciplina e consciência.
E a Quarta-feira de Cinzas não representa apenas o fim oficial da folia; ela marca uma mudança de estado de espírito. Independentemente da religião, a ideia de reservar um período para reflexão é profundamente atual. Vivemos em uma era de excesso de informação, de estímulos, de cobranças. Nesse contexto, é muito bem-vindo um convite à pausa, um tempo para avaliar prioridades, rever atitudes e cultivar a espiritualidade e o autoconhecimento.
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