O Parque Arthur Thomas é uma das principais áreas de preservação da natureza no ambiente urbano de Londrina. São 86 hectares de Mata Atlântica na zona sul da cidade. Reconhecido como Unidade de Conservação desde 1994, reúne uma rica diversidade de fauna e flora.

O espaço está em reforma e a reabertura é aguardada com expectativa pela sociedade londrinense. A Sema (Secretaria Municipal do Ambiente) avalia três possíveis datas para que o espaço volte a receber visitantes: 26 de outubro, 9 de novembro ou 16 de novembro.

A expectativa é justificada. As obras na parte interna do parque começaram em novembro de 2024. A conclusão estava prevista para maio e depois para o início de outubro. O investimento se aproxima de R$ 5 milhões.

A revitalização inclui a recuperação de trilhas, alargamento de calçadas e construção de ciclovia, reconstrução da tubulação de drenagem, reforma do restaurante, reconstrução de duas pontes de madeira, instalação de corrimãos e guarda-corpos e implantação de 11 marcos de distância.

Outras intervenções foram a instalação de oito bebedouros e de sinalização e comunicação visual, construção de sanitários e implantação de academia ao ar livre e playground. O projeto contempla ainda a reforma do Mirante da Cachoeira, do Centro de Educação Ambiental e do Espaço Ipê, além da criação de ilhas de descanso e novos mobiliários urbanos.

Além da estrutura renovada, o parque contará com dois carrinhos elétricos para o deslocamento de pessoas com mobilidade reduzida.

A segunda fase da reforma não contemplou a manutenção completa da trilha do Cuíca nem a revitalização da antiga Usina Cambezinho, a primeira hidrelétrica de Londrina. A terceira etapa, cujos projetos estão sendo elaborados, será lançada na reabertura do parque. A projeção da Sema é que as obras comecem em 2026. O titular da pasta, Gilmar Domingues Pereira, ainda sinalizou o interesse de buscar parcerias com Copel e Itaipu Binacional para reativar a antiga usina, mesmo que apenas para abastecer o próprio parque.

Outro ponto em avaliação pela administração municipal é a permanência do gradil na trilha do Cuíca. A estrutura é uma exigência do IAT (Instituto Água e Terra) para garantir a segurança dos frequentadores, devido ao desnível do terreno. No entanto, atrapalha a transposição da fauna.

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