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Londrina

Opinião

m de leitura Atualizado em 19/07/2022, 00:05

EDITORIAL - Trânsito mais seguro

A maioria das autuações emitidas em Londrina, em 2021, foi por excesso de velocidade; em segundo lugar está o avanço de sinal vermelho

PUBLICAÇÃO
terça-feira, 19 de julho de 2022

Folha de Londrina
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O trânsito conta hoje com uma gama de inovações tecnológicas para torná-lo mais seguro. Se por um lado os órgãos que administram a mobilidade nas ruas das cidades e nas rodovias ganharam aliados como centrais de monitoramento em tempo real, por outro lado os automóveis também estão recebendo mais recursos que ajudam a aumentar a segurança de quem está dentro dos carros e também de pedestres.

Em Londrina não é diferente e o novo diretor de trânsito da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), major Mário Celso Andrade, afirmou em entrevista à imprensa nesta segunda-feira (18) que aposta no uso de tecnologia para definir estratégias para reduzir o número de acidentes e de mortes nas ruas da cidade.

Andrade assumiu o cargo nesta segunda-feira (18) e no primeiro encontro com os jornalistas deu uma boa notícia: o número de óbitos decorrentes de desastres nas ruas e avenidas de Londrina caiu de 34 no primeiro semestre de 2021 ante 28 no mesmo período deste ano.

Os flagrantes de irregularidades registrados por radar fixo, móvel, talonário eletrônico e autos da PM (Polícia Militar), GM (Guarda Municipal) e NIC (Multa para pessoa jurídica sem identificação do condutor) ocasionaram 156.642 autos de infração de janeiro a junho do ano passado. Deste total, 29.692 (19%) foram convertidos em advertência por escrito. O restante, 126.950, representa o número de multas.

A maioria das autuações foi por excesso de velocidade (108.579). A infração que está em segundo lugar entre os londrinenses é avançar o sinal vermelho do semáforo, com 8.395 registros. É uma grande diferença entre o primeiro e o segundo lugar e mostra que o município deve investir em ações que visem conscientizar os motoristas a obedecerem o limite de velocidade. 

Andrade admitiu que se há uma mudança de regra é difícil conscientizar os motoristas. “Se há a determinação para reduzir a velocidade no trajeto dela por meio de estudos, porque estava tendo muitos acidentes, quem usa a via não gosta da redução. Porém a mudança não é para ele, mas para os pedestres, que também usam aquela via”, afirmou o novo diretor. 

O major reconhece a importância que a educação para o trânsito representa e afirmou que vai manter os projetos que existem nesse sentido na CMTU. "Temos que estar sempre usando a criatividade e a inteligência e sempre fazer operações e programas novos", apontou. 

Fiscalização rigorosa e soluções inteligentes são requisitos para tornar o trânsito mais seguro e diminuir o número de mortes causadas por acidentes, que no Brasil matam cerca de 30 mil pessoas por ano. 

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