EDITORIAL - Tomar a vacina não significa voltar ao velho normal
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terça-feira, 27 de abril de 2021
Folha de Londrina 
Paralelamente ao início da vacinação contra a Covid-19 de pessoas com idade entre 61 e 62 anos, a Prefeitura de Londrina começa a cadastrar os moradores da cidade com comorbidades para o coronavírus.
A ampliação da vacinação para o grupo dos 61 e 62 anos foi possível graças à chegada de mais um lote de vacina na cidade, na tarde de sábado (24). Os 10.681 londrinenses nessa faixa etária cadastrados no portal da prefeitura já começaram a fazer o agendamento para receber a primeira dose do imunizante a partir desta terça-feira (27).
Até sábado haviam recebido a primeira dose no município 101.354 pessoas e a segunda dose, 47.595. O início do novo cadastro faz surgir uma luz no fim do túnel para quem tem comorbidades e a Covid-19 representa muito mais risco de complicações.
Podem se cadastrar pessoas com mais de 18 anos e menos de 59 que possuem comorbidades para a Covid. A administração municipal elencou em seu site os problemas que estarão contemplados nesta fase do Plano Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde. Os casos mais graves serão os primeiros a serem chamados.
Mesmo que o ritmo seja lento e muito aquém do que o país esperava, a imunização é a maior esperança que a humanidade tem para vencer a pandemia.
No último sábado (25), o mundo alcançou a marca de mais de 1 bilhão de doses de vacina contra a Covid aplicadas. Nos países onde o processo está mais avançado, como Estados Unidos, Israel, Alemanha e Canadá, houve forte queda no número de novas mortes em abril em relação ao mesmo período de janeiro. Os dois primeiros lideram na proporção de população imunizada.
Por outro lado, as autoridades de saúde estão preocupadas que mesmo em países em que a imunização está em ritmo rápido, o número de casos não vem caindo. Pode ser reflexo da flexibilização das medidas de restrição e da falsa impressão de que o problema foi resolvido com a imunização, fazendo com que as pessoas baixem a guarda.
"Que não haja dúvidas: vacinas são essenciais e um poderoso artifício, mas não são a única ferramenta. Precisamos também de distanciamento social, máscaras, higienização das mãos, ventilação, vigilância, rastreamento de possíveis infectados, isolamento e quarentena com apoio", vem afirmando o diretor-geral da OMS (Organização Mundial de Saúde), Tedros Adhanom Ghebreyesus.
Avançar na imunização é importantíssimo, mas vencer essa guerra requer a redução das transmissões, impedindo que novas variantes do vírus apareçam. Todos querem a vacina, mas ela ainda não significa a volta aos tempos pré-março de 2020.
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