EDITORIAL - Sarampo, um retorno perigoso
A vacinação contra o sarampo é recomendada na rotina para pessoas com até 59 anos
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sexta-feira, 08 de agosto de 2025
A vacinação contra o sarampo é recomendada na rotina para pessoas com até 59 anos
Folha de Londrina 
Autoridades sanitárias e famílias precisam ficar atentas ao programa de imunização para o sarampo a fim de evitar retrocessos. Nesse sentido, o Ministério da Saúde enviou ofícios às secretarias estaduais de Saúde alertando sobre o risco de reintrodução da doença no Brasil, reforçando a necessidade urgente de intensificação das ações de vigilância epidemiológica e imunização em todos os municípios brasileiros.
Em Londrina, a Diretoria de Vigilância da prefeitura elaborou e encaminhou um documento para os serviços de saúde do município, com algumas estratégias que devem ser adotadas pela rede municipal neste momento. Uma reunião foi realizada para rever os protocolos.
Entre os procedimentos está a vacinação contra o sarampo, como medida preventiva. Recentemente, foi introduzida a dose zero, para crianças de 6 a 11 meses. Normalmente a dose do imunizante contra o sarampo é administrada a partir de 1 ano de idade.
A prefeitura reforçou ainda que os trabalhadores do setor de Saúde precisam verificar seu esquema vacinal, que deve ser de duas doses. Além disso, recomendou a intensificação vacinal, por meio da identificação e vacinação de pessoas que não foram vacinadas ou que estão com esquema incompleto.
A vacinação contra o sarampo é recomendada na rotina para pessoas com até 59 anos, com esquemas diferentes dependendo da faixa etária.
O município também recomenda intensificar a imunização no público adolescente, jovens e adultos; fazer a atualização do esquema vacinal de brasileiros que estudam na Bolívia e retornam ao Brasil nas férias; e ofertar atualização do esquema vacinal para residentes fronteiriços e visitantes que utilizam as unidades de saúde no Brasil.
Além disso, orientou os serviços de saúde a notificar casos suspeitos de sarampo em até 24 horas, coletar exames para confirmação e recomendar isolamento com uso de máscara cirúrgica, entre outros.
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, causada por um vírus, e altamente contagiosa. Os sintomas geralmente incluem febre alta, tosse, coriza, irritação nos olhos (conjuntivite) e uma erupção cutânea avermelhada que começa no rosto e se espalha pelo corpo.
Em caso de suspeita, é fundamental procurar atendimento médico para diagnóstico e acompanhamento.
De acordo com informações publicadas no site do Ministério da Saúde, no fim de julho foram confirmados 11 casos de sarampo no Tocantis.
É preciso ficar atento principalmente para as cidades que estão com as metas de vacinação baixas para o sarampo.
O PNI ( Programa Nacional de Imunizações), criando na década de 1970, é um marco histórico e uma das maiores vitórias da saúde pública brasileira. Foi responsável por eliminar doenças como a poliomielite e o próprio sarampo, que depois acabou retornando, devido à desinformação e ao movimento antivacina.
Hoje, há esforços importantes para recuperar coberturas vacinais, como a intensificação de campanhas e o rertorno de um personagem ícone da imunização no Brasil, o Zé Gotinha.
Mas o desafio e diário. Vencer a desinformação e a desconfiança exige uma aliança da sociedade em respeito à ciência e à vida.
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