Nesta quinta-feira (19), o governador Ratinho Junior (PSD) tem um encontro importante em Brasília, ele vai conversar com o ministro dos Transportes, Renan Filho, para discutir um plano crucial para o Paraná: a concessão das rodovias pelos próximos anos.

Na apresentação do Plano dos 100 Dias, nesta quarta-feira (18), o ministro dos Transportes falou das prioridades da pasta no início do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e destacou as rodovias paranaenses como o maior plano de concessão atual do ministério. Segundo o ministro, trata-se "do maior do nosso pipeline neste momento," conforme destaca matéria nesta edição da FOLHA.

O Plano dos 100 Dias contempla a concessão de dois dos seis lotes do Anel de Integração do Paraná, com obras que devem demandar investimentos públicos e privados, num total de quase R$ 20 bilhões, com a oferta de milhares de empregos diretos pelos próximos 30 anos.

A reunião do governador com o ministro será decisiva para definir os novos contratos de concessão das rodovias e, neste sentido, é fundamental que o estado tenha novas diretrizes que contemplem necessidades dentro do modelo a ser firmado.

Durante 24 anos, o Paraná amargou um modelo de concessão das rodovias, firmado nos tempos do governo Jaime Lerner, que foi alvo de muitas críticas, sobretudo por ter minado os bolsos dos contribuintes com a cobrança de um dos pedágios mais caros do País e sem resultados satisfatórios quanto à condição das estradas.

Esse modelo era considerado um entrave por setores produtivos que o consideravam problemático para o desenvolvimento econômico do estado.

Vale lembrar que, além de pensar em rodovias, o País, como um todo, precisa investir em outros modais para escoar, por exemplo, sua imensa produção agrícola, como no caso do Paraná. Isso também passa por um planejamento ferroviário - há muito tempo requisitado como fundamental, inclusive para baratear e facilitar o transporte - e até mesmo um planejamento fluvial, a exemplo de outros países.

No século 21, continuar pensando o transporte como no século 20, num quadro de economia mundial que exige sustentabilidade e o emprego de novas técnicas e tecnologias, é apegar-se a um modelo único que já assinala sua exaustão num planeta carente do emprego de energias alternativas e novos modos de produção e manutenção da economia.

Mas as etapas se sucedem e vamos ver o que o governo do Paraná trará deste encontro com o ministro dos Transportes na estreia do terceiro mandato do governo Lula.

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