Brasil, o país do mau exemplo em novo capítulo. O craque Neymar alardeou que dará uma festa de Revéillon em sua mansão, em Mangaritiba, no Rio de Janeiro, a despeito da segunda onda da Covid-19, dos 190 mil mortos pela doença no Brasil e dos hospitais que atendem pacientes contaminados pelo novo coronavírus estarem quase superlotados.

Como era de se esperar, houve repercussão negativa da notícia da festa e a empresa contratada para organizar o evento emitiu uma nota esclarecendo detalhes da comemoração que acontecerá na região litorânea do Rio, conhecida como Costa Verde.

Segundo a empresa, o número seria bem menor que os 500 convidados anunciados antes por alguns veículos. Os organizadores falam em 150 pessoas, que não deixa de ser um número muito maior que os 10 convidados sugeridos pelas autoridades de saúde para as festas de fim de ano. Também informou que serão cumpridas as normas sanitárias determinadas pelas autoridades da Saúde.

Como garantir que as práticas sanitárias de proteção contra a Covid-19 serão seguidas em uma festa com 150 convidados, sem contar garçom, profissionais da cozinha, segurança e limpeza? Neymar dá um péssimo exemplo, lembrando que é uma pessoa pública e ídolo de uma geração.

A vida pode não ter mudado para um astro do Paris Saint-Germain, mas mudou para milhares de brasileiros que adiaram cerimônias de casamento, festas de formatura, viagens, perderam emprego e viram seus negócios falirem devido às restrições do distanciamento social.

O Paraná alcançou nesta segunda-feira (28) o número de 400 mil pessoas infectadas pelo novo coronavírus e a triste marca de 6.671 mortos pela doença. No Natal, famílias continuaram vendo seus entes queridos ficando doentes e morrendo devido à Covid-19.

Quem ganha quando pessoas públicas desafiam as normas da Vigilância Sanitária em uma demonstração de negacionismo tosco e irresponsável? Em se tratando da Covid-19, a única jogada aceitável é cuidar de si, cuidando, assim, do coletivo.

A FOLHA agradece a preferência

mockup