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Londrina

Opinião 5m de leitura Atualizado em 14/01/2022, 20:03 assinante

Editorial - Para alguns municípios, a novela do pedágio não acaba em 2022

PUBLICAÇÃO
sábado, 15 de janeiro de 2022

Folha de Londrina
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O fim dos contratos de concessão das rodovias do chamado “Anel de Integração” do Paraná não significou que a novela que se arrastou de 1997 a 2021 tenha terminado.  

Desde que o contrato expirou, em 27 de novembro do ano passado, ficou suspensa a cobrança de pedágios. As praças estão desativadas até que novos contratos sejam firmados, o que deve demorar até o final deste ano, segundo a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). 

Se por um lado o usuário comemora o fim da cobrança, o impacto desse prazo de um ano sem tarifa de pedágio recairá no cofre de várias prefeituras, que eram encarregadas de cobrar o ISS (Imposto Sobre Serviços) sobre o trabalho das concessionárias. E também no serviço de socorro médico e mecânico que era prestado pelas operadoras nas estradas - a manutenção das rodovias continua sendo realizada agora pelo próprio Estado, até que os próximos contratos sejam assinados.  

Mesmo com o fim dos contratos, as antigas concessionárias que não concluíram as obras previstas nos acordos continuam trabalhando nas estradas. Ainda há muito o que fazer.  

Três municípios mostrados em reportagem desta edição da FOLHA têm grande expectativa para que tão sonhadas obras idealizadas em 1997 finalmente saiam do papel: Arapongas, Jandaia do Sul e Peabiru aguardam a construção dos respectivos contornos viários, que desviarão para fora dos perímetros urbanos o tráfego pesado das rodovias. 

As três obras estratégicas estavam no pacote contratual assinado pela concessionária Viapar em 1997 e foram postergadas até o encerramento da prestação do serviço, em novembro. Desde setembro, o assunto voltou à tona depois que a Justiça Federal homologou acordo com a empresa, estipulando prazo de dois anos para a entrega das vias. O tempo começa a ser contado a partir do último processo de desapropriação.  

Mesmo nas previsões mais otimistas, as obras não deverão estar prontas até a reativação das praças de pedágio, o que deve criar uma situação inusitada, com canteiros de empresas diferentes no mesmo sistema viário.  

É compreensível a expectativa por obras tão importantes. Esses contornos vão separar o trânsito urbano do tráfego pesado de caminhões e significarão acesso a parques industriais, abrindo um cenário favorável para o desenvolvimento regional.   

Obrigado por ler a FOLHA! 

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