Uma boa notícia, que comprova a eficiência das vacinas contra a Covid-19, foi anunciada pela Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) nesta semana. Segundo o levantamento, 142 municípios do Paraná não registraram óbitos pela doença causada pelo novo coronavírus no mês de julho (35,5% das 399 localidades).

Imagem ilustrativa da imagem EDITORIAL - Os desafios da vacinação
| Foto: Gustavo Carneiro

Outras 89 cidades tiveram um óbito (22,3%) e 42 municípios (10,5%) dois óbitos. Apenas 36 municípios tiveram mais de 10. Ao todo, 1.999 mortes foram notificadas pela doença no mês passado em 257 cidades.

A tendência de queda, conforme o avanço da imunização, também é percebida pela redução de 55% na média móvel de mortes (comparativo com duas semanas atrás) e pela oitava semana epidemiológica seguida com remissão, o que significa que há oito semanas o número de óbitos é menor do que os sete dias exatamente anteriores.

Londrina está entre as cidades com mais óbitos registrados em julho (125), ficando atrás somente de Curitiba (336). Maringá foi a terceira, registrando 108 óbitos. Até a última terça-feira, os dados acumulados do monitoramento da doença mostraram que o Estado soma 1.376.711 casos confirmados e 35.086 óbitos.

Três municípios não registraram morte por Covid-19 em 2021: Boa Esperança do Iguaçu (Sudoeste), Guaporema e Mirador (Noroeste). Boa Esperança do Iguaçu ainda não registrou óbitos desde o começo da pandemia, em março de 2020.

Ainda no mês de julho, na RML (Região Metropolitana de Londrina) 13 dos 25 municípios não registraram mortes causadas por Covid-19. São eles: Alvorada do Sul, Assaí, Centenário do Sul, Florestópolis, Guaraci, Lupionópolis, Miraselva, Pitangueiras, Prado Ferreira, Rancho Alegre, Sabáudia, Sertaneja e Uraí.

O levantamento mostra que a vacinação é, hoje, a melhor ferramenta que o mundo dispõe contra a Covid-19, o melhor remédio nessa pandemia.

Londrina festejou na terça-feira (3) uma marca importante: 300 mil pessoas vacinadas contra a Covid-19, seja com a primeira dose ou com dose única, lembrando que elas começaram a ser aplicadas na cidade no dia 19 de janeiro. Em média, são vacinadas por dia, no município, 4 mil pessoas.

A vacina, seja de que marca for, traz esperança de que a pandemia vai acabar. Mas para que isso aconteça, todo o planeta tem que estar imunizado. Uma meta que será alcançada quando o mundo vencer dois obstáculos. O primeiro é a dificuldade dos países mais pobres em comprar o imunizante em larga escala e aplicar em sua população.

O segundo obstáculo é mostrar aos indivíduos que se classificam no grupo "antivacinas" que a pandemia será vencida quando todos já tiverem sido vacinados. É importante que as pessoas que não acreditam no imunizante se informem, leiam e conversem com um profissional de saúde. Somente o fim da pandemia nos trará de volta a liberdade de ir e vir e a alegria dos encontros. Não existe liberdade na ignorância.

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